Folha Vitória Ufes suspende aulas e estudantes protestam contra bloqueio de verbas

Ufes suspende aulas e estudantes protestam contra bloqueio de verbas

Concentrados no campus de Goiabeiras, os alunos colocaram cadeiras e madeiras nas entradas de salas. No campus de Maruípe, foi feito...

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Estudantes da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes) realizam um protesto, na manhã desta quinta-feira (08), contra o bloqueio de verbas para a educação, especialmente para as instituições federais, como o Instituto Federal do Espírito Santo (Ifes) e a própria Ufes.

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Concentrados no campus de Goiabeiras, em Vitória, os alunos colocaram cadeiras e madeiras nas entradas de salas e no campus de Maruípe, foi feito um bloqueio no acesso ao local.

Em nenhum dos campus o protesto afetou o trânsito. As avenidas Fernando Ferrari, em frente ao campus de Goiabeiras, e a avenida Marechal Campo, em Maruípe, seguem com o fluxo normal e sem interrupções.

Aulas suspensas nesta quinta-feira

Em nota, publicada no site oficial da instituição, a Ufes afirma que em virtude dos protestos dos estudantes, as atividades estão suspensas. Confira a nota na íntegra:

"A Administração Central da Ufes comunica que, devido ao bloqueio dos acessos aos campi de Goiabeiras e Maruipe, as atividades acadêmicas e administrativas nestes locais estão suspensas nesta quinta-feira, 8 de dezembro."

Bloqueio afeta 5,4 mil alunos da Ufes

O bloqueio dos recursos do orçamento das instituições federais de ensino superior (Ifes), incluindo a Ufes, realizado pelo governo federal vai comprometer o orçamento da Universidade Federal do Espírito Santo.

De acordo com o pró-reitor de Planejamento e Desenvolvimento Institucional em exercício, Aldous Albuquerque, o bloqueio foi maior que o orçamento anteriormente liberado, o que deixou as instituições com o saldo invertido (negativo).

No caso da Ufes, o bloqueio comprometeu cerca de R$ 6 milhões do orçamento, segundo um levantamento preliminar feito pela Instituição, e deixou a Universidade sem recursos para o pagamento de despesas.

O reitor Paulo Vargas afirma que, atualmente, a Universidade tem diversas despesas já empenhadas, mas sem financeiro para fazer os pagamentos.

“Agora, a situação ficou um pouco mais complicada. Pelos nossos levantamentos, temos quase R$ 6 milhões comprometidos nesse último procedimento. Somado ao bloqueio efetivado no meio do ano, de R$ 8,9 milhões, totaliza praticamente R$ 14 milhões de recursos bloqueados no orçamento”, afirmou.

O reitor ressalta que a Universidade enviou o empenho e o pedido para o pagamento das bolsas antecipadamente, antes do final do mês de novembro, já com a intenção de garantir o pagamento das bolsas. Porém, até o momento os recursos não foram repassados e o pagamento não pode ser realizado pelos bancos.

A falta de recursos pode comprometer também o pagamento de contratos de serviços terceirizados, como os de manutenção e limpeza, por exemplo.

Impactos no Ifes

Em nota enviada à reportagem da TV Vitória/RecordTV, o Instituto Federal do Espírito Santo (Ifes) informou que o congelamento de repasses anunciado pelo Governo retirou R$ 1,7 milhão do orçamento da instituição.

"O recurso seria destinado ao cumprimento dos contratos de serviços essenciais – como limpeza, vigilância, energia, água e internet – bem como ao pagamento da assistência estudantil", consta na nota.

Ainda segundo o Ifes, o bloqueio também impactou em despesas já empenhadas.

"O Decreto nº 11.269, de 30 de novembro de 2022, zerou o limite de pagamentos das despesas discricionárias do Ministério da Educação previsto para o mês de dezembro. Logo, o ministério não pode repassar recursos financeiros para universidades e institutos federais. Com as ações de bloqueio e congelamento dos últimos dias, isso prejudica inclusive o pagamento de despesas que já estavam empenhadas."

Na nota, o instituto também reafirmou o trabalho em manter seus compromissos com os alunos, mesmo diante das restrições orçamentários impostas nos últimos anos.

"A instituição continua atuando junto com o Conselho Nacional das Instituições da Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica (Conif) para tentar reverter a situação.", finalizou.

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