Folha Vitória Uso de máscara e vacina podem salvar até 188 mil vidas na Europa e Ásia

Uso de máscara e vacina podem salvar até 188 mil vidas na Europa e Ásia

Previsão feita pela Organização Mundial da Saúde (OMS) se dá em meio à nova onda de Covid-19 nesses continentes. Embora as Américas estejam contabilizando queda de registro da doença, medidas de protocolo continuam eficazes para evitar aumento de casos, hospitalizações, sequelas e até mortes.

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Foto: Divulgação/DINO
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Das cerca de 500 mil vidas que serão perdidas nos continentes asiático e europeu até fevereiro de 2022, em função das complicações causadas pelo novo Coronavírus, ao menos 188 mil poderão ser salvas por meio da combinação entre vacina e uso de máscara facial. O alerta é da Organização Mundial de Saúde (OMS), que divulgou os números no início de novembro em meio ao novo aumento de casos da doença.  

Cerca de 50% dos óbitos no mundo inteiro, registrados na última semana de outubro, foram notificados nos dois continentes. Os novos casos nesse período chegaram a quase 1,8 milhão, com 24 mil novas mortes. Um aumento de 6% e 12%, respectivamente, em comparação com a semana anterior.

A estimativa é de que, com a falta de ações cautelares mais rígidas, 43 países asiáticos e europeus devam sucumbir novamente à doença e levar os seus sistemas de saúde ao colapso. Fatores como cobertura vacinal insuficiente e o relaxamento das medidas protetivas e de saúde pública para o controle da transmissão do vírus foram levantadas pela OMS como as causas desse novo cenário.

Apesar da redução de casos nas Américas, a manutenção dos cuidados como distanciamento, uso de máscara e medidas de higienização continuam como fatores preponderantes para o combate à doença. Segundo a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas), apenas 32 países deverão alcançar a meta da OMS de 40% de cobertura vacinal até o final de 2021. O atraso na distribuição de vacinas em países como Haiti, Nicarágua, Jamaica, São Vicente e Granadinas e Guatemala, onde apenas 20% da população foi imunizada, é uma das causas que impede o atingimento total da meta da Opas em tempo exíguo.

Alerta - De acordo com o Boletim Observatório Covid-19 Fiocruz, divulgado em 12 de novembro, a situação da Europa e da Ásia deve servir de alerta ao Brasil. O país precisa continuar com as medidas de distanciamento e proteção individual (com o uso de máscaras, por exemplo). Segundo a publicação, apesar de o país ter alcançado a cobertura vacinal de 70% da população adulta, as medidas de proteção ainda são necessárias para conter o vírus e garantir que as vacinas sejam suficientes para evitar a forma grave da doença, que pode deixar sequelas nos contaminados, e o óbito.

Em nota técnica divulgada este mês, a Fiocruz também endossou que o investimento massivo no SUS é necessário para monitorar a longo prazo os impactos indiretos que serão decorrentes da Covid-19, sobretudo em casos que não puderam ser atendidos em momento oportuno. Um estudo divulgado em outubro pelo portal científico Jama Network Open detalha que, de um universo de 250 mil entrevistados que tiveram a doença, 54% apresentaram ao menos uma sequela no primeiro mês.

Para a fisioterapeuta Ariane da Penha Lopes Esteves, todos os pacientes que foram acometidos pela forma mais grave da doença precisam ser avaliados e acompanhados por uma equipe multidisciplinar, buscando o resultado mais adequado para uma melhor qualidade de vida pós-Covid-19. “No caso de pacientes internados em Unidade de Terapia Intensiva (UTI), a doença pode favorecer a redução na capacidade pulmonar, além de uma fraqueza muscular generalizada, podendo causar dificuldades em realizar atividades como ficar em pé, andar subir escadas, prejudicando atividades da vida diária”, disse.

Nesse sentido, o fisioterapeuta atua na reabilitação de pacientes com sequelas da Covid-19 para promover alívio de sintomas, tratar e prevenir complicações respiratórias, cardiovasculares, musculoesqueléticas e neurológicas, além de proporcionar restabelecimento da qualidade de vida e retorno às atividades laborais, sociais e esportivas.

De acordo com Esteves, que também atende pacientes portadores de doenças crônicas que necessitam de cuidados contínuos em residência dentro do Programa de Atenção Domiciliar (PAD), a duração do tratamento pode variar de pessoa para pessoa. “O trabalho pode durar de seis semanas a três meses e dependo da sequela deixada pela doença. Por isso, as reavaliações periódicas são fundamentais”, completa a fisioterapeuta.

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