Folha Vitória Vacina da gripe ajuda até em diagnóstico da covid-19, diz infectologista

Vacina da gripe ajuda até em diagnóstico da covid-19, diz infectologista

Além de proteger contra o vírus da Influenza, pesquisa aponta que a vacina pode oferecer proteção contra o novo coronavírus

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Foto: Prefeitura de Vila Velha
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Historicamente, a chegada do outono traz consigo um velho conhecido: o vírus da gripe. E, se, antes nos preocupávamos apenas com a vacinação contra a covid-19, agora as atenções precisam ser divididas. Acontece que, segundo especialistas, a vacina da Influenza é importante e não deve ser negligenciada.

“Todos os anos temos surtos de gripe no inverno. E, independente de estar acontecendo a covid-19, vão continuar existindo os surtos de gripe. Para piorar, pode acontecer de uma mesma pessoa ter as duas doenças, o que é muito mais grave”, explicou a infectologista Euzanete Maria Cozer.

De acordo com a especialista, a vacina da gripe ajuda, inclusive, no diagnóstico da covid-19, evitando que o paciente procure unidades de saúde sem necessidade. “Se eu tomo a vacina, eu evito os sintomas da gripe, que são os mesmos da covid-19. Cada vacina protege para o vírus que se propõe”, disse.

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Vacina da gripe pode oferecer proteção contra a covid-19

A descoberta foi anunciada por pesquisadores da Universidade de Michigan, nos Estados Unidos. O estudo foi feito com base na análise de dados de 27.201 pessoas do estado de Michigan. Deste total, 12.997 indivíduos receberam a vacina contra a Influenza anteriormente.

Analisando o número de infectados pelo coronavírus, os pesquisadores perceberam que a proporção dos imunizados contra a gripe foi menor do que entre aqueles que não tomaram a vacina da Influenza, 4% contra 4,9%.

Foto: Unsplash
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De acordo com os especialistas, a diferença é pequena, porém significativa. Ainda segundo dados do estudo, quem recebeu a vacina da gripe era menos propenso a ser internado e a precisar da ventilação mecânica ao contrair a covid-19, além de ficarem um tempo menor internadas. Já em relação à taxa de mortalidade, não houve diferenças significativas entre os grupos.

Descoberta é positiva, mas é necessário fazer mais testes

Apesar dos resultados positivos, os pesquisadores reforçam que são necessários mais estudos sobre o efeito da vacina da gripe em casos de covid-19. A infectologista Euzanete Cozer diz que a eficácia não é garantida.

“O estudo mostrou que talvez, e é importante frisar o talvez, porque esse é um estudo epidemiológico de percentuais, quem tomar a vacina da gripe pode ter a forma mais leve da covid-19, mas esse ainda não é um resultado garantido”, reforçou.

Um ponto em específico traz dúvidas aos pesquisadores. Acontece que os melhores resultados clínicos podem ter relação com o estilo de vida mais cauteloso dos grupos da imunização anual, que são formados, principalmente, por idosos e pessoas com problemas de saúde pré-existentes, público que já havia se isolado de forma voluntária desde os primeiros dias da pandemia, e, portanto, se expunha menos ao vírus.

Distanciamento e medidas de higiene não podem parar

Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil
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Enquanto não atingirmos a tão aguardada imunidade coletiva, quando 70% da população for vacinada, os cuidados não podem ser esquecidos. 

“A vacina não permite a interação com pessoas contaminadas, é preciso manter os cuidados. Vamos ter a proteção de rebanho apenas quando reduzirmos a circulação do vírus”, pontuou a especialista.

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