Folha Vitória Varíola dos macacos: Ministério da Saúde investiga casos suspeitos no Brasil

Varíola dos macacos: Ministério da Saúde investiga casos suspeitos no Brasil

As notificações foram feitas pelos governos do Ceará e de Santa Catarina. O MS não divulgou mais detalhes sobre as possíveis pessoas infectadas no país

Foto: OMS/Centro de Controle de Doenças da Nigéria
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Na tarde desta segunda-feira (30), o Ministério da Saúde confirmou que investiga dois casos suspeitos de varíola dos macacos no Brasil. Não foram divulgados detalhes sobre as pessoas que podem estar infectadas pelo vírus no país. As notificações foram feitas pelos governos do Ceará e de Santa Catarina.

Na América do Sul, apenas a Argentina tem dois casos confirmados. Equador, Peru e Bolívia investigam uma pessoa. Já a Guiana Francesa está com dois casos suspeitos. Os dados são de acordo com monitoramento em tempo real da iniciativa global.health.

A Organização Mundial de Saúde (OMS) já considera o surto como o maior da varíola do macaco fora de países africanos, onde a doenças costuma acontecer com frequência e é endêmica.

Estima-se que já são 450 pessoas com a doença confirmada no mundo. Mais de 125 estão em investigação. Mais 20 países relataram casos. Na Europa a incidência de infectados é maior. Os lugares com o maior número de pacientes são: Espanha, Inglaterra e Portugal, respectivamente.

Conheça os sintomas da varíola dos macacos

Os sintomas da doença costumam aparecer entre de 5 e 21 dias após o contato com o vírus. Os principais são:

- Dor nas costas;
- dor no corpo;
- cansaço excessivo;
- febre;
- dor de cabeça;
- feridas e bolhas na pele.

Como tratar e prevenir a doença

Autoridades e estudiosos da área de saúde afirmam que não existe um tratamento comprovado e seguro para a infecção provocada pelo vírus da varíola símia e os sintomas costumam desaparecer espontaneamente.

Alguns medicamentos costumam ser usados. É o caso dos antivirais tecovirimat, cidofovir e brincidofovir.

A vacina tradicional contra a varíola "pode ser usada tanto na pré como na pós-exposição e é até 85% eficaz na prevenção da varíola", de acordo com a Agência da Segurança da Saúde do Reino Unido, onde sete casos foram detectados desde o início de maio.

"As pessoas vacinadas contra a varíola na infância podem apresentar uma doença mais branda", complementou o órgão.

*Com informações do Portal R7

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