Folha Vitória Vistoria do Crea-ES aponta falhas de vedação em estrutura do terminal de Itaparica

Vistoria do Crea-ES aponta falhas de vedação em estrutura do terminal de Itaparica

Mesmo tendo sido entregue há pouco mais de duas semanas, o terminal apresentou vazamentos após as chuvas deste final de semana

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Foto: TV Vitória
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Uma equipe de fiscais e especialistas do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Espírito Santo (Crea-ES) constatou, de forma preliminar, irregularidades e falhas na execução do projeto do terminal de Itaparica, em Vila Velha. Mesmo tendo sido entregue há pouco mais de duas semanas, após ficar mais de dois anos interditado, o terminal apresentou vazamentos, em sua estrutura, após as chuvas deste final de semana.

Com a chuva, o terminal, que foi reinaugurado no último dia 22 e voltou a operar no dia 25, ficou cheio de poças de água, em diversos pontos, e muitos passageiros tiveram de botar os pés na água para circular pelo local. A equipe do Crea esteve, na manhã desta segunda-feira (8), no terminal, onde realizou vistoria técnica e fiscal. 

A explicação para o vazamento, segundo o gerente institucional do Crea-ES, Giuliano Battisti, vem da própria cobertura do terminal. Na execução da obra, foram instalados alguns cones, para escoar a água que cai em cima da lona. Segundo a equipe do conselho, eles não foram bem vedados. Além disso, há buracos no teto por onde a água desce.

"Esse cone invertido, que faz a captação da água que essa membrana coleta da chuva, está com vários pontos de abertura, que causam esse gotejamento. Então existem ali problemas de impermeabilização, de vedação. E, com isso, está ocasionando esse alagamento no piso e na própria estrutura, em si", explicou Battisti.

Por meio de nota, o conselho informou que foram detectadas anomalias, gotejamentos e vazamentos diversos nos cones interligados à membrana de cobertura do terminal, ocasionados, segundo o Crea, por deficiências de vedações, ineficiência de soldagens e ausência de impermeabilizações, além de uma drenagem insuficiente que ocasionaram alagamentos no piso e o contato da água com pilares, estruturas metálicas e instalações elétricas.

De acordo com o Crea, esses fatores associados, além de expor as estruturas físicas à corrosão e à deterioração, colocam em risco os usuários do terminal de Itaparica, por estarem sujeitos a escorregões em pisos molhados e choques elétricos.

"Por entender da necessidade imediata dos reparos para evitar danos maiores à população, o Crea-ES já está requisitando às empresas responsáveis pela elaboração e execução da obra, os projetos com as devidas Anotações de Responsabilidade Técnica (ARTs), os comprovantes de registro e visto no Conselho, além de justificativas relacionadas às falhas encontradas. Também já está em contato com o DER solicitando providências para a resolução do problema", informou um trecho da nota do Crea.

Ainda de acordo com o conselho, o não atendimento às solicitações pode resultar em autuações e até mesmo em infração ao Código de Ética Profissional. Segundo o Crea, o relatório final da vistoria técnica e fiscal realizada nesta segunda será concluído na próxima semana.

O outro lado

No final da manhã desta segunda-feira, o diretor do Departamento de Edificações e de Rodovias do Espírito Santo (DER-ES), Luiz Cesar Maretto Coura, gravou um vídeo falando sobre as providências tomadas pelo Estado para solucionar esse problema no terminal recém-inaugurado.

"Eu determinei à empresa que ela refizesse todas as atividades, evidentemente sem custo nenhum para o Estado. A empresa tem ainda, depois da entrega oficial do terminal, cinco anos de atuação no terminal. O terminal não tem nenhum tipo de problema, a não ser essa infelicidade que a empresa não conseguiu fazer adequadamente: a vedação desses cones que recebem a água da chuva", destacou Maretto.

A produção da TV Vitória/Record TV também entrou em contato com o advogado da empresa Img Aliança, responsável pela obra do terminal de Itaparica. Por telefone, ele ressaltou que a finalização do terminal foi feita em tempo recorde: quase 90 dias antes do prazo estabelecido no contrato.

Disse ainda que o que faltou foram ajustes naturais, que estão na garantia, como por exemplo o da vedação, que não ficou perfeita. Segundo ele, o problema será resolvido em 15 dias. 

O advogado também informou que, com a chuva, foram detectados dois vazamentos na parte de lona, que também serão corrigidos, segundo ele.

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