Folha Vitória Volta às aulas: maioria das escolas da rede pública na Grande Vitória retorna em 22 de fevereiro

Volta às aulas: maioria das escolas da rede pública na Grande Vitória retorna em 22 de fevereiro

Nesta data voltam a funcionar as unidades municipais de ensino de Cariacica, Vitória e de Vila Velha; Viana inicia seu ano letivo na próxima quinta (4)

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Foto: Divulgação/ Prefeitura de Vila Velha
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Imagem de arquivo

A maioria das escolas da rede municipal na região metropolitana irá iniciar o ano letivo no dia 22 de fevereiro. É o caso de Vitória, Cariacica e Vila Velha, que juntas atendem a um contingente de 141.588 estudantes. Já Viana, com 13.220 estudantes, sai na frente e reabre suas unidades de ensino na próxima quinta-feira, em 4 de fevereiro. 

O retorno das atividades será por etapas. Devido à pandemia do coronavírus, os três municípios preferiram começar de forma remota e depois partirem para o formato híbrido (mesclando presencial e online). As aulas presenciais contarão com retorno escalonado, a partir de março, de acordo com a faixa etária, começando pelos alunos mais velhos. A medida é para evitar aglomerações.  

Dessa forma, Vitória definiu que na primeira semana de aulas, iniciando em 22 de fevereiro, os professores estarão nas escolas e os estudantes, em casa. A partir de 1º de março, o retorno presencial será feito de acordo com a faixa etária dos alunos. Assim, na primeira semana, retornam as turmas do 6º ao 9º ano do ensino fundamental.

No dia 15 de março, voltam os alunos do 1º ao 5º ano e, no dia 29, as turmas do ensino infantil envolvendo crianças de 4 e 5 anos. O retorno presencial será facultativo, sendo a decisão das famílias, que poderão optar pelas atividades remotas de forma virtual ou com os materiais impressos, que serão disponibilizados pelas escolas.

Leia também: redes do Estado e dos municípios retornam a partir de 4 de fevereiro

Em Cariacica, as atividades remotas continuarão a acontecer, algo que já ocorre desde a suspensão das aulas presenciais no ano passado. Segundo a prefeitura, o município é o único do Espírito Santo que dispõe de canais de TV aberta para atender aos alunos que não têm acesso à internet. A previsão é que o ensino híbrido comece no dia 1º de março, caso o Mapa de Gestão de Risco elaborado pelo Governo do Estado não se altere para risco alto.

Dependendo da estrutura da escola, haverá escalonamento com, pelo menos, três perfis: 25%, 30% e 50% de alunos. Para cada condição haverá um planejamento de ensino híbrido específico. Os pais que desejarem poderão deixar os filhos em ensino remoto, mediante interação por meio das ferramentas oferecidas pela escola.

Nas escolas municipais de Vila Velha, o formato remoto também dá o pontapé inicial. Em 1º de março, entra o formato híbrido mas apenas para 9º ano do ensino fundamental e a 8ª série do EJA (Educação de Jovens e Adultos). A escolha específica para o 9º ano é justificada pela prefeitura de que os alunos precisam se preparar para o novo padrão do ensino médio, instituído pelo Governo do Estado. As demais séries seguirão no formato remoto.

A prefeitura informou que, nos meses seguintes, retornará gradativamente no modelo híbrido, no qual mescla aulas presenciais e online, com toda a rede, dentro das condições estruturais. O ensino remoto será feito em ambiente virtual, através do portal municipal "Escola tá ON" e por meio do Google Classromm (sala de aula virtual). Para os alunos que não possuírem condições de acessar o conteúdo, as atividades estarão disponíveis de maneira impressa em cada unidade de ensino. Os professores que apresentarem comorbidade deverão planejar as aulas, gravar vídeos e disponibilizarem nas plataformas adotadas pelo município.

Viana informou que começará as atividades escolares em 4 de fevereiro, oferecendo opções de aulas no formato híbrido. Os pais ou responsáveis irão assinar uma declaração optando pelas aulas presenciais ou à distância. Haverá escalonamento de grupos de alunos por série.

A prefeitura da Serra foi procurada, mas não respondeu à reportagem até a publicação desta matéria.

Estruturas das escolas

A prefeitura de Viana garantiu que todas as 39 escolas foram adequadas conforme padrão sanitário exigido pela Secretaria de Estado da Saúde (Sesa). Os ambientes comuns como salas de aula, refeitório e pátio foram demarcados e sinalizados, respeitando o distanciamento e evitando aglomeração. Álcool a 70%, dispensers com sabonete líquido, papel toalha, protetor facial em acrílico, tapetes sanitizantes e máscaras estarão disponíveis para todos. 

Já as outras cidades correm contra o tempo para adequarem as estruturas das escolas aos padrões sanitários em tempo de covid-19. A Secretaria de Educação de Cariacica já está realizando ações para adequar as 112 escolas da rede. As unidades escolares estão sendo sinalizadas e há aquisição de material de limpeza (álcool em gel) e de proteção individual. Assim, quando as aulas presenciais retornarem, cada professor receberá dois jalecos e protetor facial e cada profissional da Educação (educadores e demais técnicos) e cada estudante receberão quatro máscaras de tecido.

Vila Velha informou que está providenciando melhorias na estrutura escolar para o ensino híbrido, mas não detalhou quais seriam. Já a Secretaria de Educação de Vitória inicia nesta sexta-feira (29) uma vistoria de todas as escolas municipais de Ensino Fundamental (Emef) para verificar as adequações feitas para um retorno presencial seguro. Depois será a vez dos Centros Municipais de Educação Infantil (Cmei).

Saiba mais

- Reabertura das escolas: 22 de fevereiro em Vitória, Cariacica e Vila Velha em sistema remoto. A partir de 1º de março em sistema híbrido, com aulas presenciais e à distância. Viana, em 4 de fevereiro, em sistema híbrido.

- Frequência e avaliação: as secretarias municipais irão adequar o controle de freq¨üência dos alunos com o sistema de ensino híbrido. Retornam as avaliações com a possibilidade de reprovação em 2021, o que foi suspenso no ano passado.

- Conteúdo escolar: os conteúdo de 2020 e 2021 serão trabalhados num único ciclo com o ano letivo unificado. Cada prefeitura tem autonomia para definir a forma de desenvolver as matérias em sala de aula. 

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