Funcionários de UTI em que médica teria praticado eutanásia são substituídos em Curitiba

Polícia informou que além da médica, funcionários também serão investigados

Médica suspeita de eutanásia continua detida em Curitiba

Médica suspeita de eutanásia continua detida em Curitiba

Henry Milleo/Agência De Notícias Gazeta Do Povo/Estadão Conteúdo

Os profissionais que trabalham na UTI (Unidade de Terapia Intensiva) do Hospital Universitário Evangélico de Curitiba, no Paraná, foram substituídos nesta quinta-feira (21) a pedido da prefeitura da capital.  A decisão foi tomada depois da suspeita de que a médica Virgínia Helena Soares de Souza praticava eutanásia - antecipando a morte de pacientes em estado terminal, com o uso de procedimentos médicos.

A Secretaria Municipal da Saúde de Curitiba indicou o nome de três médicos para trabalho no local e o Conselho Regional de Medicina indicou um profissional.

A médica foi presa última na terça-feira (19) enquanto trabalhava. O advogado dela, Elis Mattar Assad, conseguiu parte do inquérito e deve entrar com um pedido de habeas ainda nesta quinta-feira.

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Segundo o advogado, Virgínia trabalha na UTI do hospital há 24 anos, sendo que desde 2006 passou a chefiar o setor. Em nota, o Hospital Universitário Evangélico disse que abriu sindicância interna para apurar os fatos, que reconhece a competência profissional de Virgínia e que até o momento desconhece qualquer ato técnico dela que tenha ferido a ética médica.

As mortes ocorridas desde 2006 serão investigadas. A polícia vai analisar também a participação de funcionários nos casos. O caso começou a ser investigado há um ano após denúncias dos próprios profissionais.

Prisão de médica suspeita de praticar eutanásia provoca desconfiança sobre mortes em UTI

Uma auxiliar de enfermagem, ouvida pelo Jornal da Record, na terça-feira, que não quis ser identificada, disse que os alvos da médica eram pacientes da rede pública de saúde.

— [Ela] sempre falava que as pessoas do SUS não davam dinheiro para ela, então ela ficava com os particulares. Ela falava bem assim: “aqui quem manda sou eu, aqui vive quem eu quero e morre quem eu quero”.