Cidades Funesc inicia homenagens aos 120 anos de José Lins do Rêgo

Funesc inicia homenagens aos 120 anos de José Lins do Rêgo

Um dos escritores mais importantes da moderna produção literária nacional, o paraibano

Portal Correio

Um dos escritores mais importantes da moderna produção literária nacional, o paraibano José Lins do Rêgo faria 120 anos neste ano. E para marcar a data, a Fundação Espaço Cultural da Paraíba (Funesc) realiza uma série de eventos a partir desta semana. Nesta quarta-feira (27), o Painel Funesc terá como tema o livro ‘Doidinho’.

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A partir das 19h30, os debatedores serão os pesquisadores Ângelo Pessoa e Fátima Pessoa, com mediação do jornalista Jãmarrí Nogueira. Antes do início do Painel, a TV Funesc vai transmitir imagens feitas em um voo de drone dentro do museu José Lins do Rêgo, que funciona na Fundação Espaço Cultural da Paraíba, no bairro de Tambauzinho, em João Pessoa.

Ângelo Emílio Da Silva Pessoa é doutor em História Social pela Universidade de São Paulo (USP), e professor do Departamento de História e do Programa de Pós-Graduação em História da Universidade Federal da Paraíba (UFPB). Atua na área de Teoria e Metodologia da História e Historiografia Brasileira. O pesquisador desenvolve atividades e investigações referentes às relações entre História e Literatura.

Maria de Fátima Pessoa Viana Silva tem graduação em Letras (UFPI) e Direito (IESP), é mestra em Letras (UFPB). Foi professora de Língua Portuguesa do Estado da Paraíba e coordenadora acadêmica da Escola da Magistratura (ESMA/PB). Dirigiu o Museu José Lins do Rego entre 1989-1991.

Em sua gestão realizou a VIII Semana Cultural José Lins do Rego, a IX Semana Cultural José Lins do Rego e o Ciclo de Palestras José Lins do Rego. Também celebrou convênio acadêmico com a UFPB para realização de pesquisas no acervo museológico e participou, como pesquisadora, da concepção da obra ‘Ao querido malungo – dedicatórias a José Lins do Rego’.

O Painel Funesc com edições especiais para celebrar os 120 anos do escritor José Lins do Rêgo será mensal. Os debates com pesquisadores da obra do paraibano serão realizados sempre na última quarta-feira de cada mês, a partir das 19h30 e com mediação do jornalista Jãmarrí Nogueira.

Histórico

José Lins do Rego (1901-1957) foi um dos maiores escritores brasileiros. “Menino de Engenho”, romance do Ciclo da Cana-de-Açúcar, lhe deu o prêmio Graça Aranha. Seu romance “Riacho Doce”, foi transformado em minissérie para a televisão. Integrou o “Movimento Regionalista do Nordeste”. É patrono da Academia Paraibana de Letras e foi eleito membro da Academia Brasileira de Letras.

José Lins nasceu no engenho Corredor, no município paraibano de Pilar, dia 3 de julho de 1901. Filho de tradicional família da oligarquia do Nordeste açucareiro, passou a infância no engenho do avô materno. Iniciou seus estudos no município de Itabuna. Desde 1919, já colaborava em vários periódicos. Em 1920 ingressou na Faculdade de Direito do Recife.

Em 1923 conheceu Gilberto Freyre, que exerceu grande influência na sua vida literária. Em 1924 casou-se com Filomena Massa. Em 1925, já formado, mudou-se para Minas Gerais, onde exerceu o cargo de promotor público. Em 1926 desistiu de fazer carreira de magistrado e mudou-se para a cidade de Maceió (AL), onde trabalhou como fiscal de bancos. Em 1932, publicou “Menino de Engenho”, seu primeiro romance, que lhe deu o prêmio da Fundação Graça Aranha. Manteve intensa atividade literária, publicou um livro por ano.

Em 1935 foi para o Rio de Janeiro. Em 1937 publicou “Pureza”, o primeiro romance que foge à temática do ciclo da cana-de-açúcar, seguindo-se de “Pedra Bonita” e “Riacho Doce”. Com “Fogo Morto” (1943) retorna à temática nordestina. Em 1955, foi eleito para a Academia Brasileira de Letras. José Lins do Rego morreu no Rio de Janeiro, no dia 12 de setembro de 1957.

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