Ex-preso manda matar namorado da ex e acaba assassinado

O réu Ailton da Silva foi absolvido da acusação de homicídio. Ele foi julgado na quinta-feira (26) e os jurados, apesar de reconhecerem a participação do réu, o absolveram porque não foi ele quem puxou o gatilho.

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Durante julgamento, conduzido pela juíza Mônica Catarina Perri, da 1° Vara Criminal de Cuiabá, o homem negou envolvimento no crime.

O homicídio aconteceu na manhã do dia 11 de dezembro de 2011, em uma das ruas do bairro 1º de Março, em Cuiabá. Ailton pilotava uma moto, com o comparsa Wellington Davino Pratis (falecido em 2012).

Quando ambos avistaram a vítima Wederson Ferreira da Silva, Wellington, conhecido como “Negro Drama” atirou na cabeça do rival. Logo em seguida ambos fugiram e o rapaz morreu no local.

O crime teria sido motivado por vingança, pois Negro Drama estava namorando a ex-esposa de Wederson. Na narrativa da mulher, ela conta que a vítima foi presa várias vezes e quando saía a agredia e ameaçava. Na última vez que ele foi preso, ela parou de visitá-lo. Inconformado, ele mandou recado questionado o motivo pelo qual ela não ia mais vê-lo. Ela respondeu que não queria mais o relacionamento e estava com outro homem.

Indignado, ele descobriu que ela namorava Negro e falou com Ailton para que ele matasse o oponente. Mas o rapaz recusou. Porém, o que Wederson não contava era que o “colega” fosse agir com o inimigo para mata-lo. E foi o que aconteceu.

“Então, no dia, hora e local dos fatos a vítima caminhava na referida via pública quando, de inopino, o denunciado Ailton passou pilotando uma motocicleta com Wellington na garupa e desferiu vários disparos de arma de fogo contra a vítima, sem possibilitar qualquer chance de defesa, acertando-o nas regiões da cabeça (deixando tatuagem de pólvora na face da vítima) e do tórax. Ato contínuo, o denunciado e o comparsa fugiram do local do crime, vindo a vítima a óbito devida a traumatismo crânio encefálico”, diz trecho da ação.

Apesar de ter negado a participação ao juízo, Ailton disse à polícia que agiu em legítima defesa, pois a vítima o ameaçava. As ameaças foram confirmadas por testemunhas ouvidas no processo.
A decisão ainda cabe recurso.