Cidades Grupo que movimentou R$ 90 mi em golpes financeiros é preso

Grupo que movimentou R$ 90 mi em golpes financeiros é preso

Foram cumpridos 20 mandados de busca e apreensão e 4 mandados de prisão temporária. Grupo atuava no DF, SP, RJ e PE

  • Cidades | Do R7

Grupo criminoso que movimentou R$ 90 milhões em golpes financeiros é preso

Grupo criminoso que movimentou R$ 90 milhões em golpes financeiros é preso

Reprodução / Pixabay

A Corf (Coordenação de Repressão aos Crimes contra o Consumidor), com o apoio do Procon do Distrito Federal e da Polícia Civil do Rio de Janeiro, deflagrou na manhã desta quinta-feira (5) a Operação Shark (tubarão em inglês) para desarticular uma organização criminosa que atua no DF, Rio de Janeiro, São Paulo e Pernambuco.

Segundo a investigação, que teve início em 2020, um grupo de empresas de “consultoria financeira” enganava consumidores com a falsa promessa de vantagens. Foi identificada a movimentação de cerca de R$ 90 milhões durante um ano.

Foram cumpridos 20 mandados de busca e apreensão e quatro mandados de prisão temporária na região central de Brasília (SRTVS e SCN), na cidade do Rio de Janeiro (Centro, Barra da Tijuca, Recreio dos Bandeirantes, Taquara, Engenho Novo, Guadalupe) e em Nova Iguaçu, no Rio.

Golpes

Os golpes são realizados conforme o perfil das vítimas: servidores públicos, idosos e
aposentados que possuem ou possuíram empréstimos consignados, mas que ainda têm margem para novos empréstimos.

O contato inicial é sempre por meio de ligação telefônica. Em um dos casos, os funcionários das empresas afirmam falsamente terem sido contratados por bancos no DF e pelo Banco Central na pandemia, para informar sobre a possível restituição de taxa paga de forma indevida, fazendo que as pessoas comparecessem aos escritórios localizados nos três estados e no DF.

Nos endereços, os cidadãos eram induzidos a contratar novos empréstimos pessoais e a repassar os valores para a conta daquelas empresas.

Às vítimas, os suspeitos ofereciam também redução das parcelas do empréstimo, inicialmente através de um tipo de portabilidade, mas, na verdade, o cliente acabava contratando novos empréstimos, com taxas até mais elevadas, com transferência do valor às empresas.

Em todos os casos, segundo a investigação, as empresas não efetuavam o pagamento dos valores repassados, causando prejuízo aos consumidores que se tornaram devedores em dois ou mais contratos de empréstimos.

No DF, até o momento, foram identificadas cerca de 70 vítimas, que fizeram reclamações em sites especializados e criaram páginas nas redes sociais para denunciar os golpes.

As penas são: crimes contra a relação de consumo, com detenção de 2 a 5 anos, organização criminosa, que prevê reclusão de 3 a 8 anos, e lavagem de dinheiro, com reclusão de 3 a 10 anos.

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