Internações sobem 167% em uma semana; SES prevê colapso

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Desde a última terça-feira (21), o número de pessoas internadas em leitos de Unidades de Terapia Intensivas (UTIs) por Covid-19 na Paraíba cresceu 167%. De acordo com dados divulgados na manhã desta terça-feira (28), no boletim epidemiológico da Secretaria de Estado de Saúde (SES), o número de pacientes internados em decorrência de desconforto respiratório agudo era de 22 e passou a ser 58 em apenas uma semana.

Segundo a SES, a rede de leitos pode ser aumentada, mas poderá não ser suficiente caso os números continuem subindo rapidamente como estão. “Estamos na vigência de um pico de incidência de novos casos e de mortes em todo o estado, durante este fim do mês de abril e todo o mês de maio. A ocupação está acelerada”, afirmou o secretário da SES, Geraldo Medeiros.

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Leitos

Desde o início da pandemia, o Governo do Estado adotou uma estratégia para controlar o gerenciamento de leitos utilizados por pacientes acometidos pelo novo coronavírus. A Paraíba dispõe de 600 leitos de UTI, divididos nas 205 unidades hospitalares do estado. Entretanto, para o combate à Covid-19, a SES optou por trabalhar em um sistema de “ondas”, que, na medida em que o número de casos e internações siga aumentando, a disponibilidade dos leitos também aumenta.

Até a última atualização do mapeamento dos leitos no estado, a SES destinou 151 para lidar com a doença. De acordo com o boletim epidemiológico do órgão, até esta terça-feira (28), 38% deles estavam ocupados,o que representam 58 internações em UTI no estado. Caso o número continue subindo, a demanda de leitos de UTI seguirá o mesmo padrão.

Preocupação

Conforme os dados divulgados, o secretário de Saúde do Estado, Geraldo Medeiros, falou sobre a importância do isolamento social, visto que o número de internações está aumentando e que um dos motivos para tal seria o baixo percentual atribuído ao isolamento na Paraíba.

“Esta celeridade na ocupação dos leitos, principalmente nos leitos de UTI é preocupante. Isso decorre justamente de que não estamos tendo um isolamento social adequado, que seria de 60% a 70% e nós estamos com um isolamento de 47% e isso está provocando o aumento de casos e, consequentemente, mortes”, disse Geraldo Medeiros.

Relaxamento do isolamento social

Os prazos de vigência da maioria dos decretos governamentais que determinaram o fechamento do comércio e a paralisação de atividades que gerem algum tipo de aglomeração vão vencer na primeira semana de maio.

O decreto do Governo do Estado, por exemplo, tem duração até esta segunda-feira (4). O ato vale para todas as 40 cidades que, até esta segunda-feira (27) apresentaram casos confirmados e para aquelas que, por ventura venham a confirmar algum contaminado até a vigência do decreto.

Apesar disso, a SES alerta que ainda não é prudente realizar algum movimento neste sentido, visto que, ao analisarem os dados de outros estados, pode-se determinar que a primeira quinzena de maio é determinante para os órgãos terem conhecimento do que o coronavírus pode acarretar na Paraíba.

“Enquanto nós não conseguirmos ter uma estabilidade com tendência de redução de número de casos e uma estabilidade com tendência de redução no número de internações, é muito desaconselhável relaxar (o isolamento social)”, revelou o secretário adjunto da SES, Daniel Beltrammi.

Pico da doença

Desde o início da pandemia, os especialistas falam que existirá um período em que os casos e mortes aumentarão vertiginosamente, chegando a colapsar os sistemas de saúde de cada cidade estado. De acordo com o secretário adjunto da SES, Daniel Beltrammi, a primeira quinzena do mês de maio será determinante para saber, ao certo, se a Paraíba já vive este pico ou se o período ainda estar por vir.

Ele explicou a afirmação, baseando-se nas informações e dados dos estados vizinhos, como Pernambuco, Ceará, citando também o Maranhão e também a capital do Amazonas, Manaus. Daniel revelou que pelo crescimento das demandas hospitalares, com o aumento no número de pessoas internadas com problemas respiratórios, o estado caminha para um cenário ainda mais preocupante.

“Nós imaginamos que 15 de maio é um dia muito importante para nós. Estamos tendo uma crescente na demanda. Já o pico do número de casos nós ainda temos que conhecer este número. Mas, o que indica para nós que caminhamos para um cenário mais preocupante é exatamente o excessivo número de pacientes que têm ocupado os leitos de UTI por desconforto respiratório agudo”, revelou o adjunto da SES.

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