João de Deus

Cidades Justiça determina volta de João de Deus ao regime de prisão domiciliar

Justiça determina volta de João de Deus ao regime de prisão domiciliar

Tribunal estadual considerou estado de saúde e idade avançada do médium, condenado a 64 anos de prisão por diversos crimes

  • Cidades | Do R7, com informações da Record TV*

João de Deus foi encaminhado à prisão recentemente, acusado de novos crimes

João de Deus foi encaminhado à prisão recentemente, acusado de novos crimes

Reprodução

O TJ-GO (Tribunal de Justiça do Estado de Goiás) reestabeleceu nesta terça-feira (14) a prisão domiciliar de João de Deus, condenado a mais de 64 anos por crimes que incluem estupros, violação sexual mediante fraude, estupro de vulnerável e porte ilegal de armas.

A liberação veio após votação unânime do Tribunal, que considerou a idade avançada e as diversas doenças crônicas do líder religioso. A Justiça também considerou a falta de contemporaneidade das novas acusações contra João de Deus que o recolocaram em uma prisão recentemente.

Há cerca de um mês, ele voltou a ser preso, acusado de novos crimes sexuais durante suposto atendimento espiritual em Abadiânia (GO). A Justiça decretou a prisão após o Ministério Público considerar que o médium solto poderia atrapalhar o andamento do processo. Foi a 15ª denúncia da Promotoria contra o João de Deus. 

Pouco antes da prisão no mês passado, ele passou mal e chegou a ser internado. O médium estava em prisão domiciliar desde março de 2020 por pertencer ao grupo de risco da covid-19

Condenações

João de Deus foi preso pela primeira vez em dezembro de 2018, acusado de violação sexual mediante fraude e de estupro de vulnerável, crimes que teriam sido praticados contra centenas de mulheres na sua instituição em Abadiânia. 

Pouco mais de um ano depois, ele foi foi condenado por posse ilegal de armas de fogo e por crimes sexuais, penas que somaram 23 anos de prisão. No início de 2020, ele somou mais 40 anos de prisão, após ser condenado por estuprar cinco mulheres. João de Deus responde a mais de uma dezena de ações ainda não sentenciadas. Em maio deste ano, ele foi condenado outra vez por violação sexual mediante fraude.

*Colaborou Samara Najjar da Record TV

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