Cidades Lei de Chió torna Bordado Labirinto Patrimônio Cultural e Imaterial da Paraíba

Lei de Chió torna Bordado Labirinto Patrimônio Cultural e Imaterial da Paraíba

Nesta sexta-feira (2), comunidades rurais da Paraíba que fabricam o bordado labirinto, também conhecido como crivo ou renda labirinto comemoram a promulgação de uma lei que torna a atividade, patrimônio cultural e imaterial da Paraíba. A Lei Nº 12.003 de 01 de Julho de 2021 é de autoria do deputado estadual Chió (Rede/PB), e foi […]

Portal Correio

Nesta sexta-feira (2), comunidades rurais da Paraíba que fabricam o bordado labirinto, também conhecido como crivo ou renda labirinto comemoram a promulgação de uma lei que torna a atividade, patrimônio cultural e imaterial da Paraíba.

A Lei Nº 12.003 de 01 de Julho de 2021 é de autoria do deputado estadual Chió (Rede/PB), e foi promulgada nesta quarta-feira (01), sendo publicada no Diário Oficial do Poder Legislativo.

“O artesanato delicado e muito bem executado pelas artesãs paraibanas faz parte do desenvolvimento sustentável e da geração de oportunidades de trabalho e renda no estado, chegando a representar a Paraíba em feiras de artesanato na Europa”, ressaltou Chió.

Ainda de acordo com Chió (Rede/PB), várias comunidades rurais paraibanas em cidades como Alagoa Nova, Juarez Távora, Serra Redonda, Riachão do Bacamarte e Ingá fabricam e tornaram-se destaque internacional na fabricação do bordado labirinto.

Sobre o Bordado Labirinto ou Renda Labirinto

O Bordado de Labirinto, conhecido também como Crivo Labirinto é produzido a partir de tecidos finos, especialmente o linho. O artesanato deriva de uma gama extensa de trançados europeus, introduzidos no Brasil por intermédio da colonização portuguesa em meados do século XVII.

A técnica do labirinto permite a confecção de uma grande diversidade de gravuras, utilizando-se apenas do entrelace conveniente de fios sobre uma trama têxtil em forma de tela. Os pontos principais são: o cerzido, o torcido, o palhetão, o ponto-de-melindre, o caseado ou perfilado e a bainha.

A tela é derivada do desfiamento específico do linho ou outro pano semelhante, margeia-se de uma porção de tecido preservado, o qual forma meandros e figuras alongadas, semelhante às paredes de um labirinto.

As artesãs dos municípios paraibanos também produzem esta arte. Através do projeto “Labirinto e Bordado do Agreste e Brejo Paraibano”, o tradicional artesanato é produzido em seis comunidades rurais, entre elas: Chã dos Pereira e Pontina (em Ingá), Serra Rajada (em Riachão do Bacamarte), Alagoa Nova, Juarez Távora e Serra Redonda.

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