Cidades Mãe participava das ‘sessões de tortura’ do filho de dois anos que morreu espancado, diz polícia

Mãe participava das ‘sessões de tortura’ do filho de dois anos que morreu espancado, diz polícia

Mãe e padrasto de Gabriel Ramos de França, de dois anos, foram presos e apontados pela polícia como responsáveis pela morte do menino, vítima de espancamento. O crime aconteceu na noite de terça-feira (29), na casa da família, no bairro do Pedregal, em Campina Grande. Os detalhes sobre a investigação foram divulgados nesta quinta-feira (1º) […]

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Gabriel tinha dois anos (Foto: Reprodução/TV Correio)

Mãe e padrasto de Gabriel Ramos de França, de dois anos, foram presos e apontados pela polícia como responsáveis pela morte do menino, vítima de espancamento. O crime aconteceu na noite de terça-feira (29), na casa da família, no bairro do Pedregal, em Campina Grande. Os detalhes sobre a investigação foram divulgados nesta quinta-feira (1º) pela Polícia Civil, durante entrevista coletiva.

Exames do Núcleo de Medicina e Odontologia Legal (Numol) concluíram que a criança era espancada com frequência pelo casal e morreu após uma sessão de violência contínua, que chegou a causar rompimento de alguns órgãos. Outra criança filha dela, uma menina de quatro anos, foi submetida a exames e ficou constatado que ela também era espancada. A garota deverá morar com o avô.

Segundo a polícia, a criança morreu na noite de terça após ser espancada e a mãe participava das agressões. Na manhã de quarta, a mãe do menino percebeu que ele estava morto, avisou ao padrasto e os dois levaram a criança para o Hospital de Trauma de Campina Grande.

No local, médicos constataram que o corpo de Gabriel apresentava sinais de agressão e rigidez cadavérica, ou seja, o menino estava morto há várias horas. A equipe médica do Trauma acionou a polícia e a mãe foi presa como suspeita no caso. O padrasto fugiu, mas foi localizado pela polícia na casa de amigos, no bairro de Bodocongó, algumas horas depois, e levado para a delegacia.

Conforme a polícia, a mãe do menino estava sob efeito de entorpecentes e precisou de tempo para ficar lúcida e prestar depoimento. Além do relato do casal, a polícia ouviu também uma testemunha, que estava na casa no momento em que Gabriel foi morto e relatou mais detalhes da ocorrência.

O pai de Gabriel, um nomem de 55 anos, disse à TV Correio que a ex-mulher não aparentava ser violenta enquanto vivia com ele. Os dois se separaram após ela conhecer o atual companheiro pelas redes sociais há cerca de 30 dias. O pai do menino disse ainda que não pediu para que a criança vivesse com ele porque a mãe ainda o amamentava.

A mãe e o padrasto de Gabriel tiveram a prisão preventiva decretada pela polícia e poderão responder por homicídio duplamente qualificado, pela morte do menino, e por lesão corporal grave, pelas agressões contra a menina de quatro anos.

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