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Cidades Maioria dos brasileiros opta por ceia de Natal restrita, diz pesquisa

Maioria dos brasileiros opta por ceia de Natal restrita, diz pesquisa

Levantamento sobre comportamento alimentar mostra que 57% dos entrevistados devem ficar em núcleos pequenos receio da covid-19

  • Cidades | Cesar Sacheto, do R7

Brasileiros projetam ceias mais intimistas por receio do coronavírus, diz pesquisa

Brasileiros projetam ceias mais intimistas por receio do coronavírus, diz pesquisa

Pixabay

A maioria dos brasileiros fará, neste ano, uma ceia de Natal com a presença apenas de pessoas dos próprios núcleos familiares ou em grupos restritos, de acordo com uma pesquisa sobre comportamento alimentar realizada pela consultoria RGNutri e a Tech.Fit, plataforma digital de self-care do Brasil,. A decisão, tomada por 57% dos entrevistados, leva em conta o receio da infecção pela covid-19.

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Segundo o estudo, outros 39% admitem receber visitas, mas em número restrito. Já 4% dos entrevistados responderam que pretendem organizar uma celebração natalina sem mudanças em relação aos anos anteriores.

O levantamento foi realizado por meio de um questionário eletrônico, respondido por 1.060 homens e mulheres de todas as regiões do país, com idades entre 18 e 65 anos, entre os dias 7 e 10 de dezembro.

Natal intimista

Segundo Heloísa Guarita, fundadora e CEO da RGNutri, em razão do isolamento social causado pela pandemia do novo coronavírus, muitos brasileiros aprovaram a experiência de uma vida em pequenos grupos. Tal percepção deve influenciar o planejamento da ceia de Natal.

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"O consumidor tem uma oportunidade de estar mais perto de si, nos pequenos grupos. Isso foi uma resposta super importante da pandemia. A expansão desse comportamento para a alimentação é verdadeira. [Teremos] mais ceias menores", projetou Heloísa.

A pesquisa constatou ainda que, apesar do desejo de manter a tradição do Natal, o brasileiro quer variar mais os ingredientes e diminuir a quantidade de comida na mesa na ceia deste ano,

No entanto, a decisão não está baseada em fatores econômico, como a subida dos preços nas prateleiras dos supermercados. "É a vontade de inovar. A gente não sentiu muito uma coisa [relacionada ao aumento] de preços", complementou a nutricionista.

Segundo o trabalho elaborado pelas consultorias, 37% das pessoas ouvidas pretendem alterar a quantidade e a variedade do cardápio. Outros 28% querem ter mais variedade, mas em quantidade menor. Os demais estão dispostos a manter a ceia como era antes.

Vida mais saudável

Para Heloísa Guarita, a experiência de viver um período de crise sanitária, medidas restritivas e a incerteza sobre os perigos da doença mudaram a relação dos brasileiros com a alimentação e a saúde.

"As pessoas estão mais preocupadas com a qualidade do que comem. bem estar fisico, emocional. Tem a preocupação com a imunidade. Quais alimentos e pratos fazer para melhorar o sistema imunológico", avaliou a executiva.

Otimismo

Heloísa Guarita se surpreendeu com outro questionamento do estudo, que revelou um grande otimismo do brasileiro em relação ao próximo ano. Para 84% dos entrevistados, 2021 será excelente, ótimo ou bom. Apenas 13% esperam por um ano regular e outros 3% acreditam que os próximos 12 meses serão ruins ou péssimos.

"A gente acha que é um discurso do brasileiro. Todo mundo falando que vai ser melhor, vai ser legal. Acho tem tem uma coisa nesse mudes [mudança] geral ser positivo. Teve uma animação geral" finalizou a nutricionista e CEO da consultoria.

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