Médica é presa em Curitiba (PR) por suspeita de matar pacientes internados na UTI 

Os alvos dela, segundo denúncias, eram pacientes do SUS

Hospital Universitário Evangélico de Curitiba, onde ela trabalhava há 20 anos, é um dos maiores do Paraná

Hospital Universitário Evangélico de Curitiba, onde ela trabalhava há 20 anos, é um dos maiores do Paraná

Reprodução/Rede Record

A médica chefe da UTI (Unidade de Terapia Intensiva) de um dos maiores hospitais do Paraná foi presa nesta terça-feira (19), por suspeita de praticar eutanásia — antecipar a morte de pacientes que já estejam em estado terminal, com o uso de procedimentos médicos.

Virgínia Helena Soares de Souza foi presa no Hospital Universitário Evangélico de Curitiba, onde trabalhava há 20 anos. Os policiais também apreenderam documentos. Ainda não se sabe o número de vítimas que ela pode ter feito.

Há cerca de um ano, após denúncia dos próprios funcionários do hospital, a polícia começou a investigar o caso. O inquérito está em sigilo. Uma auxiliar de enfermagem, ouvida pelo Jornal da Record, que não quis ser identificada, disse que os alvos da médica eram pacientes da rede pública de saúde.

— [Ela] sempre falava que as pessoas do SUS não davam dinheiro para ela, então ela ficava com os particulares. Ela falava bem assim, “aqui quem manda sou eu, aqui vive quem eu quero e morre quem eu quero”.

Leia mais notícias de Cidades

A Prefeitura de Curitiba pediu a troca imediata de toda a equipe da UTI do hospital. Em nota, o Hospital Universitário Evangélico disse que abriu sindicância interna para apurar os fatos, que reconhece a competência profissional de Virgínia e que até o momento desconhece qualquer ato técnico dela que tenha ferido a ética médica.

O advogado Elias Matar Assad, que defende Virgínia, afirmou que deve pedir a liberdade provisória dela. Ele ainda acrescentou que tudo foi um grande equívoco. 

Assista ao vídeo: