Menina de 11 anos cria projeto e doa cestas básicas e cadeiras de roda a pessoas carentes
Clara Luz Hermida vive em Uberlândia e aceita equipamentos e alimentos de todo o País
Cidades|Do R7*

A estudante Clara Luz Hermida, de 11 anos, desde cedo enxerga a importância de fazer o bem para o próximo. A rotina da menina, que mora em Uberlândia (MG), é preenchida pelos estudos, brincadeiras infantis e um trabalho geralmente comandado por maiores de idade: o projeto Esperança, cujo objetivo é dar assistência a pessoas carentes.
Quando tinha 8 anos de idade, Clara assistiu na televisão ao clipe da música Pray, do cantor norte-americano Justin Bieber. Na letra, o cantor fala sobre a esperança de que o mundo tenha condições melhores para as pessoas carentes, ilustrado por crianças haitianas passando por necessidade. A partir disso, Clara resolveu que queria começar a fazer a diferença no local em que mora.
A pequena ligou para os pais e disse que queria iniciar um projeto social para ajudar pessoas carentes. Em um primeiro momento, o pai da garota, Luis Antônio Caldas Hermida Marques, conta que ficou apreensivo, mas hoje diz sentir muito orgulho da menina.
— Ela é uma criança com um coração diferenciado.
Por meio do projeto, Clara aceita doações de pessoas de todo o Brasil. A menina recebe cestas básicas, cadeiras de rodas, muletas, cadeiras de banho e andadores para doar ou emprestar para as pessoas mais necessitadas. As redes sociais são fundamentais: à medida que recebe um pedido de uma pessoa necessitada, posta o pedido online para conseguir doações. Para ela, fazer o bem é a motivação para seguir com o projeto.
— Eu me sinto bastante feliz com o projeto. Tenho mais vontade de continuar quando a pessoa fala que a cadeira ou o alimento fez bem para ela.
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Clara afirma que quanto maior a visibilidade do projeto, mais ele cresce e, consequentemente, mais pessoas poderão ser ajudadas pela iniciativa. Ela conta que a credibilidade do trabalho só aumenta.
De berço
Segundo o pai da jovem, Clara sempre esteve envolvida em projetos sociais. Responsável por um projeto de ressocialização de dependentes químicos, diz que a filha sempre esteve presente nas ações feitas pela organização. Ao descobrir que ela queria começar uma empreitada social, Luis sabia que seria um processo complexo.

— A gente tentou nem estimular nem desestimular, porque é difícil ter um projeto. Só que ela começou a querer fazer cada vez mais coisa e ajudamos.
Por causa da repercussão da ideia, Clara está se tornando cada vez mais conhecida nas redes sociais. Luís conta que, como ela é uma criança de 11 anos, toma alguns cuidados a mais. Ao lado da mãe, cuida de todas as redes sociais da pequena, menos do instagram.
O monitoramento evitou que Clara visse uma foto imprópria de um homem adulto mandada pela ferramenta de mensagens do Facebook, por exemplo.
— A vida dela está antes de tudo.
Além disso, os estudos são uma prioridade na vida de Clara. O pai conta que cobra todos os dias que a menina se dedique. Segundo ele, “o estudo é tudo”.
Quer colaborar? Os interessados em ajudar o projeto de Clara podem entrar em contato pelo número (34) 9641-5718.
* Colaborou Giuliana Saringer, estagiária do R7.
