Coronavírus

Cidades MP e TCE pressionam governo de SC por mais restrições na pandemia

MP e TCE pressionam governo de SC por mais restrições na pandemia

Catarinenses sofrem com a fila de espera por leitos de UTI — são 403 pessoas na fila — e aumento das mortes diárias por covid-19

  • Cidades | Do R7

Hospitais de Santa Catarina estão sem vagas em UTIs para covid-19

Hospitais de Santa Catarina estão sem vagas em UTIs para covid-19

Reprodução/Record TV

O Ministério Público e TCE (Tribunal de Contas do Estado) de Santa Catarina pressionam o governo do estado pela adoção de  novas medidas restritivas de combate ao novo coronavírus. Os catarinenses sofrem com a fila de espera por leitos de UTI (Unidade de Terapia Intensativa) — são 403 pessoas à espera de uma vaga.

O estado também registra a maior média de mortes desde o início da pandemia. Foram 82 por dia somente na primeira semana de março — o equivamente a um óbito a cada 18 minutos.

Por isso, a Promotoria considera que as ações até agora foram insuficientes para conter o avanço da pandemia, apesar de a gestão estadual ter proibido as atividades econômicas nos últimos dois fins de semana.

Já o TCE defende o fechamento das atividades econômics não essenciais pelo prazo de duas semanas. "Reforço que medidas restritivas sem a devida fiscalização não são efetivas. Então quando se pensar em medidas que por ventura se tornem mais restritivas, paralelamente, é preciso pensar e planejar também a devida fiscalização", ponderou a diretora de atividades especiais do órgão, Monique Portella.

Paraná

A crise sanitária provocada pelo pandemia também é grave no Paraná, onde os hospitais estão lotados. As autoridades estaduais atuam para oferecer novos leitos à população. "A gente pensa que quanto mais leitos ofertarmos para que isso não se prolongue mais", ponderou a chefe da 9ª Regional de Saúde do Paraná, Iélita Santos.

Em Foz do Iguaçu, o número de leitos de UTI no hospital municipal aumentou de 17 para 70 em um ano. Porém, os casos de covid-19 também nao param de crescer. Por isso, não há mais vagas na terapia intensiva.

O número de mortes diárias de pacientes com covid-19 aumentou em Londrina. De acordo com a secretaria municipal de saúde, 100% dos leitos de enfermaria e 98% das UTIs estão ocupados.

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