Cidades MP-GO investiga familiares de médicos por furar fila da vacina

MP-GO investiga familiares de médicos por furar fila da vacina

Segundo a denúncia, suspeitos se passavam por trabalhadores de hospital e laboratórios para obter a imunização contra a covid-19

  • Cidades | Do R7, com informações da Record TV

Familiares de três empresários são investigados por furar fila da vacina em Goiás

Familiares de três empresários são investigados por furar fila da vacina em Goiás

Reprodução/Record TV

O MP-GO (Ministério Público de Goiás) investiga familiares de três empresários, donos de laboratório e hospitais particulares, que foram vacinados irregularmente. A fraude ocorreu em Ceres, um município de pouco mais de 20 mil habitantes localizado na região central do estado e que, atualmente, tem 100% de ocupação dos leitos destinados para o tratamento da covid-19.

Até agora, já foram identificados pelo menos 20 parentes que se passaram por falsos profissionais de saúde e que foram imunizados indevidamente, inclusive uma ex-primeira dama do município. As vacinas que eles receberam seria destinadas a idosos com mais 80 anos.

."Eles disseram que eram faxineiros, motoristas, recepcionistas de hospitais particulares, mas, na verdade, eles são pais, mães, sogros de médicos, pessoas com alto pode aquisitivo", complementou o promotor de justiça Marcos Albertos Rios.

A irregularidade foi publicada em redes sociais pelos próprios envolvidos — pessoas que não deveriam, mas receberam doses da vacina contra o novo coronavírus logo no início da campanha de imunização.

Prefeito promete investigação

O prefeito de Ceres, Edmário Barbosa, disse que abriu uma sindicância para apurar o caso, mas admitiu que a gestão municipal não tem controle da relação de funcionários enviados por instituições particulares de saúde.

"Nós vamos arir um processo administrativo para descobrir onde houve falhas e quem foi responsável para punir essas pessoas que possam ter falhado durante esse percurso", prometeu o prefeito da cidde goiana.

O Ministério Público estadual também vai pedir o afastamento da secretária de saúde do município, Marjuery Seabra de Brito, e propor uma ação criminal para os envolvidos.

Já a Justiça avalia determinar também o pagamento de multa no valor de R$ 50 mil para cada pessoa que burlou a fiscalização e recebeu a dose indevidamente.

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