Crise Penitenciária
Cidades Natal registra novo motim após rebelião que deixou mortos

Natal registra novo motim após rebelião que deixou mortos

Presos tentaram derrubar parede e invadir ala onde ficam detentos ameaçados

Natal registra novo motim após rebelião que deixou mortos

Unidade da região metropolitana de Natal teve rebelião violenta no fim de semana e terminou com 26 detentos mortos

Unidade da região metropolitana de Natal teve rebelião violenta no fim de semana e terminou com 26 detentos mortos

Josemar Gonçalves/Tripé Fotografia/Estadão Conteúdo

O Presídio Provisório Professor Raimundo Nonato, na zona norte de Natal (RN), registrou um motim nas primeiras horas da madrugada desta segunda-feira (16). O episódio ocorre pouco tempo após a morte de 26 presos durante uma rebelião em outra unidade no fim de semana.

Os detentos tentaram derrubar uma parede da unidade, mas a Polícia Militar e a Força Nacional de Segurança impediram a ação e evitaram a fuga. O grupo ainda tentou invadir uma área de isolamento, onde ficam presos ameaçados de morte, mas também não conseguiram.

Nesta manhã, as autoridades afirmavam que a situação estava sob controle. Não há informações de fugas nem de pessoas feridas. O GOE (Grupo de Operações Especiais) permanecia dentro da unidade.

O presídio foi projetado para abrigar 166 detentos, mas hoje há cerca de 600 presos no local.

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26 mortes

No último sábado (14), um motim começou e só foi controlado no início da manhã de domingo (15) com a entrada de policiais militares e agentes penitenciários no local. Até agora, as autoridades locais confirmaram 26 mortos, mas esse número pode subir.

Um indicativo de que o número de vítimas pode ser maior é a estrutura montada pelo Itep/RN (Instituto Técnico de Perícia). O diretor do órgão, Marcos Brandão, confirmou que foi montada uma estrutura com capacidade para receber até 100 corpos. Um caminhão refrigerado com espaço para armazenar 50 cadáveres foi alugado pelo Itep/RN para auxiliar o trabalho.

Pelo menos seis homens, pertencentes à facção criminosa PCC (Primeiro Comando da Capital), foram identificados como os responsáveis pela rebelião que destruiu parcialmente a penitenciária e o Pavilhão Rogério Coutinho Madruga. Eles serão transferidos para unidades penitenciárias estaduais ou federais.

A rebelião foi a maior já registrada no complexo prisional, fundado no final da década de 1990.