Cidades Nos 50 anos do Unipê, Reitora pondera sobre Educação Superior hoje e após pandemia

Nos 50 anos do Unipê, Reitora pondera sobre Educação Superior hoje e após pandemia

Em 2020, a pandemia pela Covid-19 balançou as estruturas de diversas áreas no planeta, afetando todas as sociedades, suas economias e formas de trabalho. Incluindo a educação, que precisou acelerar seus processos com o uso de novas tecnologias de informação e comunicação aliadas à internet. Com isso, a Reitora do Unipê, Profa. Dra. Mariana de […]

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Em 2020, a pandemia pela Covid-19 balançou as estruturas de diversas áreas no planeta, afetando todas as sociedades, suas economias e formas de trabalho. Incluindo a educação, que precisou acelerar seus processos com o uso de novas tecnologias de informação e comunicação aliadas à internet. Com isso, a Reitora do Unipê, Profa. Dra. Mariana de Brito, no marco do Jubileu de Ouro da Instituição, reflete sobre as perspectivas do processo de ensino e aprendizagem hoje e no pós-pandemia.

1. Sabemos que a pandemia mudou substancialmente a forma de educar. Pensando em um cenário pós-pandêmico, quais são as perspectivas para o ensino superior?

Todo o processo de rápida adaptação e reinvenção para adequar à execução do processo de educação no contexto do distanciamento social acelerou uma tendência educacional já existente: o uso das tecnologias de informação e comunicação como aliadas do processo de ensino e aprendizagem.

A experiência vivenciada nesse período levou alunos, professores e gestores a repensar suas práticas de ensino e de aprendizagem. E, em um cenário pós-pandemia, creio na continuidade do uso das ferramentas digitais agora não mais como uma medida emergencial, mas sim intencional e aperfeiçoada.

A tecnologia atuará, cada vez mais, como medida inovadora e facilitadora do processo educacional, abrindo mais espaço para aplicabilidade das metodologias ativas e participativas, com modelos flexíveis e soluções mais criativas que venham a permitir combinações mais frequentes de ações presenciais e on-line, síncronas e assíncronas.

Contudo, uma outra tendência existente, antes mesmo da pandemia, mas que se apresenta como algo crucial para o mundo pós-pandemia, diz respeito ao desenvolvimento de competências socioemocionais e à ampliação de espaços formativos que estimulem práticas reais e diálogos sobre ações sustentáveis, culturais e sociais.

Faz-se cada vez mais necessário que, para além da competência técnica da formação da área específica, possamos promover experiências e vivências durante o processo formativo que estimulem o desenvolvimento de habilidades e atitudes humanas de inteligência emocional, resiliência, empatia, capacidade de trabalhar em grupo, técnicas de resolução de conflitos, visão holística, comunicação interpessoal, dentre outras, permitindo que o futuro profissional saiba lidar com os desafios futuros com ética, criatividade, senso de justiça e responsabilidade.

2. Vivemos em uma época na qual as pesquisas científicas têm ganhado cada vez mais destaque nas sociedades em geral, devido à pandemia pela Covid-19. Pode nos falar como o Unipê tem se destacado nesse sentido?

O Unipê sempre teve como missão integrar as funções de pesquisa e extensão ao processo de ensino para uma formação integral, de qualidade e cidadã. E o atual momento global que estamos vivendo só vem a ratificar a importância da ciência, do conhecimento, do estudo e da educação para um processo de transformação social.

Neste um ano e meio que vivemos com a pandemia, o olhar acadêmico a essa realidade esteve presente com mais de 60 produções científicas voltadas a esta temática nos mais diferentes cursos da Instituição em busca de compreender o momento pandêmico que estamos enfrentando.

Alunos concluintes dos cursos de Administração, Arquitetura e Urbanismo, Ciências Contábeis, Design de Moda, Direito, Educação Física, Enfermagem, Fisioterapia, Fonoaudiologia, Medicina, Odontologia e Psicologia têm estudado temas em correlação com a pandemia de Covid-19, sejam estes cidadãos em situação de vulnerabilidade social, ou mesmos empreendedores, empresários, enfermeiros, pacientes infectados por Covid-19, estudantes secundaristas, fisioterapeutas, pacientes da atenção básica em saúde, gestantes, puérperas, gestores públicos, influenciadores digitais, médicos infectados por Covid-19, microempreendedores, pacientes críticos, professores universitários, teletrabalhadores, trabalhadores, trabalhadores em pós pandemia, universitários, usuárias de aplicativo e vítimas de violência doméstica.

Além disso, será publicado em julho um livro do curso de Medicina dentro de uma coletânea “coletivizando saberes”, referente à experiência dos discentes com a pandemia, chamado “Pandemia de Covid-19: Perspectivas a partir do internato de Medicina em Saúde Coletiva”.

Outro aspecto que podemos destacar foi a constituição do Programa de Reabilitação Pós-Covid-19 pelo curso de Fisioterapia, que realiza atendimentos gratuitos aos pacientes que apresentam sequelas após a contaminação do novo coronavírus e que, posteriormente, evoluirá para pesquisas sobre as repercussões da doença e da terapêutica utilizada, possibilitando uma melhor assistência pós-Covid-19 aos pacientes.

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