Operação apreende mais de R$ 100 mil em peças de marfim, em SP

Ação conjunta da PF, Ibama e Polícia Ambiental descobre a venda ilegal do produto — causador da matança de elefantes — em feira de antiguidades

PF e Ibama apreendem R$ 120 mil em produtos feitos com marfim

PF e Ibama apreendem R$ 120 mil em produtos feitos com marfim

Reprodução/Record TV

Uma operação realizada com a participação de 80 agentes da Polícia Federal, Ibama e Polícia Ambiental apreendeu, em São Paulo, cerca de 100 peças decorativas fabricadas com marfim, matéria-prima extraída de presas de elefantes no continente africano. Os produtos estão avaliados em R$ 120 mil.

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As investigações tiveram início há aproximadamente um ano, após a identificação dos objetos à venda em uma tradicional feira de antiguidades, montada debaixo do Masp (Museu de Arte de São Paulo), na avenida Paulista, por integrantes de uma agência de proteção ambiental dos Estados Unidos. As obras foram encontradas em 11 endereços na capital paulista.

Multas

A Polícia Federal instaurou um inquérito e deverá indiciar os envolvidos pelos crimes de contrabando e receptação. O próximo passo da investigação será descobrir a origem do marfim negociado na feita. Segundo o Ibama, as multas aplicadas aos envolvidos no esquema de venda ilegal de marfim somam R$ 360 mil.

Matança da espécie

Cada presa de elefenta pode ser negociada no mercado clandestino por até R$ 80 mil. A extração e o comércio do marfim estão entre as principais causas da redução da população de elefentes.

De acordo com um relatório da ONU, publicado no ano passado, cerca de 144 mil animais foram mortos. Anualmente, 30 mil elefantes são abatidos, especialmente na África.