Operação contra facção criminosa realiza mais de 300 prisões

Operação Caixa Forte 2 cumpriu mandados em 19 estados e no Distrito Federal. Justiça determinou o bloqueio de R$ 252 milhões

A ação aconteceu em 19 estados e no DF

A ação aconteceu em 19 estados e no DF

Divulgação / PCMG

A Operação Caixa Forte 2, realização pela Polícia Federal em parceria com polícias civis estaduais e outros órgãos, prendeu nesta segunda-feira (31) mais de 300 pessoas que seriam ligadas ao PCC (Primeiro Comando da Capital). O balanço das prisões até o final da tarde é da Polícia Federal. 

No total, a operação tem 623 mandados em 19 estados e no Distrito Federal, sendo 422 de prisão preventiva e 202 de busca e apreensão. A maior parte deles é destinada a investigados nos Estados do Paraná, Mato Grosso do Sul e São Paulo.

Todos os mandados de busca foram realizados, na operação que é tida como a maior da história contra o grupo criminoso.

Facção pagava "mesada" a 220 assassinos e chefes presos

A Caixa Forte 2 atua contra os crimes de tráfico de drogas e lavagem de dinheiro praticados pela organização. Todos os mandados foram expedidos pela 2ª Vara de Tóxicos de Belo Horizonte (MG).

A Justiça determinou o bloqueio de R$ 252 milhões. As autoridades encontraram R$ 2 milhões e US$ 730 mil (cerca de R$ 6 milhões) em Santos, no litoral de São Paulo.

De acordo com a PF, dados obtidos em operação anterior mostram que os valores obtidos com o comércio ilícito de drogas eram, em parte, canalizados para inúmeras outras contas bancárias da facção, inclusive para as contas do “Setor da Ajuda”, aquele responsável por recompensar membros da facção recolhidos em presídios.

Segundo a investigação, ao menos 220 assassinos e membros presos do alto escalão do PCC (Primeiro Comando da Capital) recebiam uma mesada da facção criminosa por “missões” cumpridas em nome do grupo.

Segundo o delegado Alexsander Castro de Oliveira, da Polícia Federal, a gratificação era paga de acordo com o grau de responsabilidade da "missão".

"O valor é tabelado. Se a facção determinou que, por suposição, ele executasse um juiz e o suspeito fosse condenado e enviado para o sistema prisional, ele recebe um valor. Para outras ações, o valor é outro".

Megaoperação

A operação Caixa Forte 2, que dá continuidade à ação deflagrada em 2019, identificou que os pagamentos foram feitos por meio de 252 contas bancárias. A Justiça determinou o bloqueio de R$ 1 milhão em cada uma delas nesta manhã.