Apagões pelo Brasil

Cidades Operação da PF quer identificar responsáveis por apagão no Amapá

Operação da PF quer identificar responsáveis por apagão no Amapá

Foram cumpridos mandados de busca e apreensão nas cidades de São Paulo e Rio de Janeiro. Apagão ocorreu em novembro de 2020

  • Cidades | Letícia Assis, da Agência Record*

PF e MPF buscam responsáveis por apagão elétrico que atingiu o Amapá em 2020

PF e MPF buscam responsáveis por apagão elétrico que atingiu o Amapá em 2020

Divulgação Ministério de Minas e Energia

A Polícia Federal (PF), com o apoio do Ministério Público Federal (MPF), deflagrou na manhã desta quinta-feira (16) uma operação para identificar a responsabilidade de pessoas e empresas pelo "apagão" que atingiu 13 dos 16 municípios do Amapá entre os dias 3 e 24 de novembro de 2020.

Nas cidades do Rio de Janeiro e de São Paulo, mais de 20 policiais federais cumpriram cinco mandados de busca e apreensão em empresas e residências de pessoas suspeitas de estar relacionadas à falta de energia.

A PF busca elementos que indiquem conhecimento prévio dos responsáveis sobre os problemas no sistema elétrico no Amapá. Nesse caso, investiga-se eventual omissão em relação à adoção das medidas preventivas e necessárias por parte dos responsáveis pelo fornecimento de energia elétrica no estado.

As investigações demonstram que relatórios realizados nas vistorias internas da malha energética amapaense haviam apontado, pelo menos um ano antes, o risco de ocorrer um apagão devido a superaquecimento na subestação. A inércia dos responsáveis diante dos indícios é o que a PF e o MPF buscam confirmar.

Os envolvidos podem responder por incêndio culposo e atentado contra a segurança de serviços de utilidade pública, cuja pena somada é de sete anos de reclusão.

Em julho deste ano, a Polícia Federal concluiu inquérito instaurado para apurar o caso. Três diretores da empresa responsável foram indiciados pelo crime previsto no artigo 265 do Código Penal Brasileiro: "Atentar contra a segurança ou o funcionamento de serviço de água, luz, força ou calor, ou qualquer outro de utilidade pública".

A sanção prevista nesse caso é reclusão de um a cinco anos e pagamento de multa. Há a possibilidade de que existam mais suspeitos relacionados ao caso e de que possam ser responsabilizados também.

*Com a colaboração de Gabriella Justo, da Record TV

Últimas