Paraíba de Prêmios era comandado por Coriolano Coutinho

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Coriolano Coutinho, irmão do ex-governador Ricardo Coutinho, voltou a ser alvo da Operação Calvário, nesta terça-feira (10). Ele seria ‘dono’ ou ‘sócio oculto’ da empresa Paraíba de Prêmios. Mandados de busca e apreensão foram cumpridos na sede da empresa, no bairro da Torre, em João Pessoa, e em dois sítios de Coriolano em Bananeiras, no Agreste da Paraíba. Preso na sétima fase da Operação Calvário, Coriolano teve soltura decretada há pouco mais de duas semanas.

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Segundo as investigações, Daniel Gomes, operador da Cruz Vermelha no Brasil e um dos líderes da organização criminosa, ofereceu ao Estado a implantação do ‘Bilhetão da Sorte’. O assunto foi discutido com a então secretária-geral da Cruz Vermelha na Paraíba, Mayara de Fátima Martins de Souza.

Um contrato para lançamento do ‘Bilhetão da Sorte’ foi assinado em 7 de novembro de 2017 e desagradou Coriolano Coutinho. Conforme as apurações, Coriolano exergava o produto como concorrente do Paraíba de Prêmios. O irmão do então governador teria proibido que Daniel Gomes se envolvesse no ramo de jogos de sorte.

Em delação premiada, o operador da Cruz Vermelha do Brasil contou que, após a reunião com Coriolano, intercedeu junto a Mayara de Fátima Martins para que um novo produto da Loteria do Estado (Lotep) fosse criado, com objetivo de eliminar o concorrente ‘Bilhetão da Sorte’.

Mayara de Fátima Martins teria atuado na vinculação do Paraíba de Prêmios com a Cruz Vermelha, sendo uma das responsáveis pela supervisão de venda de títulos de capitalização para ocultar ou dissimular a natureza e para movimentar recursos desviados pelo grupo criminoso.

Um mandado de busca e apreensão foi cumprido no apartamento de Mayara, no bairro Pedro Gondim, na Capital. Antes de assumir a secretaria-geral da Cruz Vermelha na Paraíba, ela era chefe de gabinete da deputada estadual Estela Bezerra, presa na sétima fase da Operação Calvário.

Ainda conforme as investigações, também fazia parte do esquema no Paraíba de Prêmios Denylson Oliveira Machado, responsável ostensivo pela empresa. Ele teria permitido a manipulação da sociedade e retornos financeiros, direitos ou indiretos, mediante a exploração de serviços lotéricos, contribuindo para a ocultação ou dissimulação da natureza e para a movimentação de recursos desviados.

Denylson Oliveira, embora citado no despacho de ações da oitava fase da Operação Calvário, não teve endereços pessoais como alvos de busca e apreensão.

* A redação do Portal Correio está aberta à divulgação da versão dos suspeitos. Até a publicação desta matéria, não haviam sido divulgadas notas com posicionamento à imprensa.

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