Cidades Pesquisadores da UFPB desenvolvem veículo elétrico de baixo custo

Pesquisadores da UFPB desenvolvem veículo elétrico de baixo custo

Pesquisadores da Universidade Federal da Paraíba (UFPB) desenvolveram um veículo elétrico de baixo custo controlado por lógica fuzzy, uma técnica de controle moderno que incorpora nos sistemas a forma humana de pensar, propiciando a estes sistemas inteligência artificial. O equipamento é um transportador humano de duas rodas, com uma plataforma estabilizada por um sistema de […]

Portal Correio
UFPB

UFPB

Portal Correio
Foto: Arquivo/Jornal Correio da Paraíba

Pesquisadores da Universidade Federal da Paraíba (UFPB) desenvolveram um veículo elétrico de baixo custo controlado por lógica fuzzy, uma técnica de controle moderno que incorpora nos sistemas a forma humana de pensar, propiciando a estes sistemas inteligência artificial. O equipamento é um transportador humano de duas rodas, com uma plataforma estabilizada por um sistema de controle.

Leia também:

Abertas 1,5 mil vagas para evento sobre Inteligência Artificial

Esse tipo de veículo é conhecido por ser muito utilizado por seguranças de shoppings. Algumas atividades laborais demandam locomoção rápida, constante e em espaços reduzidos, às vezes com distâncias que exigiriam do ser humano um determinado preparo físico. Além disso é necessário que esta locomoção em espaços fechados não gere gases poluentes.

O veículo foi desenvolvido pelo Centro de Energias Alternativas e Renováveis (CEAR/UFPB), com o apoio da Reitoria da UFPB, visando a beneficiar a sociedade com a inovação tecnológica. Ele é fruto de um trabalho de mestrado do Programa de Pós-graduação em Engenharia Mecânica da instituição, orientado pelos professores Simplício Arnaud da Silva e Cícero Rocha Souto.

Este tipo de veículo foi criado em 1999 por Dean Kamen e possui o nome de Segway. O aluno que desenvolveu o protótipo da UFPB, Gênnisson Carneiro, explica que os custos do Segway no mercado variam de US$ 6 mil a US$ 10 mil. Já o veículo desenvolvido na UFPB é estimado em um valor de aproximadamente US$ 1,5 mil.

“A pretensão é diminuir ainda mais estes custos, buscando novos materiais e utilizando componentes que sejam vendidos no Brasil, pois os motores utilizados no projeto são vendidos nos EUA”, afirma Gênnisson.

A ideia de desenvolver o veículo surgiu depois que o professor Cícero Rocha Souto observou que muitos trabalhos acadêmicos relativos ao assunto têm usado o problema de equilíbrio do Segway para testar robustez de controladores a fim de promover sistemas robóticos de auto equilíbrio, porém sem o objetivo de transportar cargas ou pessoas. Pouca literatura é encontrada em relação ao desenvolvimento de veículos de transporte pessoal do tipo Segway.

A estrutura do veículo é constituída de cantoneiras de aço comum com chapas e guidão de aço inox. Possui dois motores de corrente contínua, alimentados por bateria de nobreak, e seu sistema de controle possui um minicomputador do tamanho aproximado de um cartão de crédito que suporta sistemas Linux como o Raspbian e Ubuntu e também Windows 10 IoT. As rodas são para transporte de carga comum. Os softwares usados no projeto foram o Raspbian, IDE Arduino e VNC viewer, todos gratuitos.

Na base do guidão foi instalado um giroscópio que mede a inclinação da plataforma onde está o usuário e a posição do guidão. A inclinação da plataforma determina a velocidade e o guidão que determina a direção, direita ou esquerda.

“Ao inclinarmos o nosso corpo para frente, a plataforma se inclina para frente e o veículo aciona suas rodas para que essa inclinação não aumente, auxiliando no equilíbrio do usuário”, explica Gênnisson.

Os inventores esperam otimizar o projeto com novos materiais e componentes que estejam disponíveis no mercado local, reduzindo o custo e tornando-o mais acessível. “Lembramos que este é o primeiro protótipo e já visualizamos muitas melhorias a serem feitas. Ainda podemos colocar, neste mesmo protótipo, outras técnicas de controle para efeitos de comparação e implementar com outros sensores e com isso gerar publicações científicas”.

Últimas