PF prende 11 pessoas e apreende 2,6 toneladas de cocaína em operação

Objetivo da ação era desarticular uma organização responsável pelo tráfico internacional de drogas no Brasil

Operação Voo Baixo prendeu 11 pessoas nesta quarta

Operação Voo Baixo prendeu 11 pessoas nesta quarta

Divulgação/ Polícia Federal - 04.12.2019

A PF (Polícia Federal) deflagrou a operação Voo Baixo contra o tráfico internacional de drogas nesta quarta-feira (4). Objetivo da ação era desarticular uma organização responsável pelo tráfico internacional de drogas no Brasil.

Ao todo, foram expedidos 33 mandados de busca e 14 mandados de prisão temporária - 11 pessoas foram presas e as outras três estão foragidas. Cerca de 2,6 toneladas de cocaína foram apreendidas pela PF durante a operação.

Os presos foram indiciados por tráfico internacional de drogas, associação ao tráfico e lavagem de dinheiro. Dentre os detidos está o líder da quadrilha cujo o nome não foi divulgado. A Polícia Federal revelou apenas que, originalmente, o líder da quadrilha era o sogro do atual comandante, que foi preso em uma operação em 2018 e morreu posteriormente. 

A operação ocorreu nas cidades de São José do Rio Preto, São Paulo, Bauru, Americana, Rondonópolis, Governador Valadares e Araçatuba. 

Após a morte do sogro, o criminoso assumiu a liderança da quadrilha ao lado de sua esposa. Ambos foram presos em São José do Rio Preto. Além do casal, outros 6 pilotos de avião e funcionários que cuidavam da parte logística e do armazenamento da droga em solo brasileiro foram presos.

Nas investigações, a Polícia Federal descobriu que 19 aviões participavam do transporte entre Bolívia e Brasil. As aeronaves tinham toda a documentação exigida pela Força Aérea Brasileira, porém não seguiam o plano de voo passado pelas cabines de voo dos aeroportos e pousavam em pistas clandestinas que ficavam nas fazendas que armazenavam as drogas.

Rota do tráfico

O transporte era feito da seguinte maneira: produtores de cocaína do Peru e Colômbia enviavam toneladas de drogas para a Bolívia. No país, era feito do transporte via aéreo para o Mato Grosso do Sul.

No estado brasileiro, a droga era armazenada em fazendas e posteriormente transportada via terrestre para o interior de São Paulo, onde o líder da quadrilha morava.

Em São José do Rio Preto, era feito a venda da droga para países europeus. 85% da carga era transportada para o Porto de Santos, onde era encaminhada para os países da Europa. Apenas 25% ficavam em solo brasileiro.

Segundo a Polícia Federal, a quadrilha tinha relação com o PCC (Primeiro Comando da Capital) que auxiliava no transporte da droga aqui no Brasil.