Portal Correio Especialista do Unipê explica a psicoterapia em grupo

Especialista do Unipê explica a psicoterapia em grupo

Talvez todos já tenhamos visto em algum produto midiático, como séries ou filmes, com pessoas se reunindo em rodas de conversa. Ali dividem entre si suas experiências, relatando sentimentos que de alguma forma lhes aflige. E tudo é mediado por um agente: o terapeuta. Mas o que é a psicoterapia em grupo? Trata-se de um […]

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Talvez todos já tenhamos visto em algum produto midiático, como séries ou filmes, com pessoas se reunindo em rodas de conversa. Ali dividem entre si suas experiências, relatando sentimentos que de alguma forma lhes aflige. E tudo é mediado por um agente: o terapeuta. Mas o que é a psicoterapia em grupo?

Trata-se de um amplo espectro de procedimentos baseados nos mais diversos referenciais teóricos, aplicados em diferentes contextos, entre outros: clínica particular, hospitais gerais e psiquiátricos, hospitais-dia, ambulatórios e centros de saúde e de convivência, serviços de reabilitação psicossocial, organizações. “Ela objetiva promover crescimento pessoal, saúde mental e qualidade de vida e tem foco nas interações interpessoais para a mudança de padrões mal adaptativos”, explana a psicóloga e Profa. Ma. Ana Sandra Fernandes, de Psicologia do Unipê.

Ana vai além e diz que para a Psicologia, o estudo do funcionamento grupal é imprescindível para compreender o ser humano e seus processos: nós vivemos essencialmente em grupos sociais, desde o nascimento até a morte. E é nesse ciclo que temos vivências grupais que nos possibilitam experimentar, por exemplo, afetos, alegrias, tristezas, dores e processos de saúde e doença.

“Guardamos uma profunda relação de interdependência com o funcionamento eficiente dos grupos para que possamos conviver em sociedade”, diz Ana. “Se pensarmos no campo da saúde mental, a forma ou uma das formas mais difundidas de utilização do dispositivo grupal é a psicoterapia. Essa modalidade de atendimento psicológico alcançou nas últimas décadas uma expansão extraordinária, além de despertar muito interesse de estudiosos que buscam compreender e ampliar todas as possibilidades de promoção de saúde e qualidade de vida das pessoas e coletividades”, completa.

Psicoterapia: focos e sessões

Segundo Ana, as formas de trabalho podem ser diversas e dependerão da perspectiva teórica, do modo de composição dos grupos, como algum transtorno mental (transtornos de ansiedade, depressão). “O foco pode ser trabalhar questões relativas à saúde física (diabetes, HIV/Aids, obesidade), modalidades que envolvem grupos rápidos e de grande rotatividade para pacientes hospitalizados, grupos abertos, psicoeducacionais, entre outros.”

Normalmente, as sessões acontecem uma vez por semana ou com periodicidade definida pelo grupo. Em média, podem durar entre uma e duas horas e têm a presença de um número definido de pessoas sempre de acordo com o objetivo terapêutico.

Nelas, o terapeuta procura facilitar a participação e interação dos membros para que eles possam verbalizar livremente seus pensamentos e suas emoções. “No decorrer desse processo, o terapeuta se empenha em manter o foco da conversa, apoiar os participantes que se sentem embaraçados, mediar conflitos e assegurar o cumprimento das regras estabelecidas”, conclui Ana.

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