Portal Correio Federação das Indústrias reage à elevação dos juros básicos da economia

Federação das Indústrias reage à elevação dos juros básicos da economia

A decisão do Banco Central de elevar a taxa Selic em 1 ponto percentual (de 5,25% para 6,25%), anunciada na quarta-feira (22) pelo Comitê de Política Monetária (Copom), foi criticada pela Federação das Indústrias do Estado da Bahia (FIEB). Para a instituição, o aumento dos juros básicos da economia poderá colocar em risco a retomada […]

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A decisão do Banco Central de elevar a taxa Selic em 1 ponto percentual (de 5,25% para 6,25%), anunciada na quarta-feira (22) pelo Comitê de Política Monetária (Copom), foi criticada pela Federação das Indústrias do Estado da Bahia (FIEB). Para a instituição, o aumento dos juros básicos da economia poderá colocar em risco a retomada do crescimento.

A Federação observa que o processo inflacionário possui forte relação com os desequilíbrios associados à pandemia. Este provocou o desalinhamento das cadeias produtivas em nível mundial, paralisando plantas industriais e consequentemente restringindo a oferta de produtos, bem como restringiu linhas marítimas internacionais e encareceu os fretes de transportes.

A instituição entende também que, por conta da pandemia, o Governo Federal teve a necessidade de aumentar o déficit fiscal, pressionando pela elevação dos juros. Embora esse processo ainda não tenha se acomodado completamente, há sinais que apontam na direção da normalização da oferta em escala mundial e aumento da arrecadação do governo.

Para a FIEB, a alta da inflação tem sido motivada principalmente por pressões de oferta, com relevante peso do custo dos insumos (petróleo, energia elétrica e commodities) e que somada a esses fatores está a desvalorização do Real frente ao Dólar e outras moedas, agravada pela instabilidade político-institucional verificada no país.

Para o presidente da FIEB, Ricardo Alban, porém, acelerar o ritmo de elevação dos juros é um caminho duplamente errado, pois, além de frear a retomada do consumo, aumenta o custo financeiro e inibe os investimentos necessários para ampliar a oferta de bens e serviços e impulsionar a nossa economia.

“Dessa forma, em vez de concentrar os esforços de contenção da inflação na alta da taxa Selic, é preciso atuar em outras frentes, a exemplo da garantia da estabilidade político-institucional, que tem impacto direto na taxa de câmbio, e na aprovação das reformas estruturais, como a Reforma Administrativa, que possibilitará o alcance do equilíbrio fiscal por meio de ajustes dos custos da máquina pública”, afirma Alban.

O presidente concluiu pontuando que “a dose exagerada e concentrada do remédio dos juros poderá colocar em risco a retomada dos investimentos e a recuperação da economia”.

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