Portal Correio Mulheres são torturadas por terminarem relacionamento com traficantes da Grande JP

Mulheres são torturadas por terminarem relacionamento com traficantes da Grande JP

Três mulheres da cidade de Alhandra, Região Metropolitana de João Pessoa, teriam sido torturadas após terminarem relacionamentos com traficantes. Segundo apuração da TV Correio, os homens estão presos, mas, mesmo na cadeia, teriam enviado ordens para que cúmplices agredissem as vítimas. A TV Correio teve acesso a um vídeo que mostra três homens raspando o […]

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Vídeos dos crimes são postados em redes sociais pelos próprios criminosos (Foto: Reprodução/TV Correio)

Três mulheres da cidade de Alhandra, Região Metropolitana de João Pessoa, teriam sido torturadas após terminarem relacionamentos com traficantes. Segundo apuração da TV Correio, os homens estão presos, mas, mesmo na cadeia, teriam enviado ordens para que cúmplices agredissem as vítimas. A TV Correio teve acesso a um vídeo que mostra três homens raspando o cabelo de uma vítima.

A TV Correio conversou com uma testemunha do caso, que preferiu não ser identificada. “Os pais [das vítimas] são um pouco leigos sobre essa situação, não sabem como tomar providência, e também têm medo de retaliações porque essas pessoas mesmo reclusas têm quem mandar intimidar as famílias. Inclusive há relatos de que o filho de uma pessoa da Justiça também é envolvido”, diz.

A testemunha destaca que os bandidos fazem questão de divulgar imagens do crimes na internet, em clara afronta à polícia e manifestação de poder da quadrilha. “As redes sociais falam por si. Eles [os criminosos] não temem. Eles aparecem no vídeo. Eles praticam o crime e deixam explícito para provar que eles mandam no pedaço e para intimidar tanto a família quanto a população”, analisa.

Ainda conforme a testemunha, o bando invade casas à procura das vítimas e não se importa se há idosos ou crianças no local. O ato de violência gera traumas familiares e provoca medo de algo pior possa acontecer. “Imagina a autoestima de uma mulher depois que ela perde o cabelo, depois que ela apanha, depois que é exposta, depois que é violada física e psicologicamente. É uma coisa cruel. A gente espera uma coisa pior porque primeiro foi uma, depois duas, depois três mulheres. Até quando [isso vai acontecer]?”, questiona.

A TV Correio entrou em contato com a Secretaria de Segurança e Defesa Social do Estado, mas até o momento as autoridades não se pronunciaram sobre o assunto.

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