Portal Correio Número de nascimentos cai 2,6% no primeiro ano da pandemia na Paraíba

Número de nascimentos cai 2,6% no primeiro ano da pandemia na Paraíba

As dificuldades impostas pela pandemia de Covid-19 tiveram impacto também na formação das famílias brasileiras. De acordo com dados divulgados nesta quinta-feira (18) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o número de nascimentos caiu 4,7% em 2020 em relação ao ano de 2019. Na Paraíba, houve queda de 2,6% no número de registros, […]

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Foto: Arquivo/Agência Brasil

As dificuldades impostas pela pandemia de Covid-19 tiveram impacto também na formação das famílias brasileiras. De acordo com dados divulgados nesta quinta-feira (18) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o número de nascimentos caiu 4,7% em 2020 em relação ao ano de 2019.

Na Paraíba, houve queda de 2,6% no número de registros, que passou de cerca de 56,5 mil para aproximadamente 55 mil, entre 2019 e 2020, respectivamente. Do total, 51,2% eram homens.

A pesquisa também aponta que no ano passado, a proporção das mães que tinham menos de 20 anos caiu de 16,2%, em 2019, para 15,5%, em 2020. Já a proporção de mães com idade entre 30 e 39 anos foi de 32,4%, enquanto as de 40 anos ou mais foi de 3,4%.

Dados nacionais

Ao todo, foram documentados 2.728.273 nascimentos nos cartórios no Brasil. Desse total, 2.678.992 são crianças que vieram ao mundo em 2020 e foram registradas até o primeiro trimestre de 2021, e 49.281 (cerca de 2%) são de anos anteriores.

A redução, de acordo com o IBGE, ocorreu em todo o país. A Região Norte apresentou a maior queda, com 6,8%. O Nordeste teve 5,3% a menos e o Centro-Oeste registrou redução de 4,7%. No Sudeste, a queda foi de 4,3%, enquanto que os números do Sul caíram 3,1%.

O Amapá teve a maior diferença entre todos os estados, com 14,1% de diminuição de bebês em relação a 2019.

Janeiro foi o mês de 2020 que teve o maior número de registros, com 248.884, mas o mês em que nasceram mais crianças foi março, com 243.276, seguido por maio, com 241.659. Novembro, por outro lado, apresentou a menor quantidade: 201.776.

Na comparação mensal entre registros de nascimentos e a média dos últimos cincos anos, observa-se queda em todos os meses de 2020.

Na avaliação do IBGE, março teve o número de documentações prejudicado pelo combate à pandemia. Nesse período e nos meses seguintes, ocorreu o fechamento ou limitação do período de funcionamento de diversos serviços no país, entre os quais os cartórios.

Idade da mãe

A análise dos dados civis mostra que a idade das mães brasileiras tem aumentado com o passar dos anos.

Em 2000, mais de 54,% dos recém-nascidos tinham mães na faixa etária de 20 a 29 anos, a que mais tem filhos. Em 2020, esse grupo era responsável por menos de 49% dos partos.

Também é menor o número de meninas com menos de 20 anos que têm filhos, assim como aumentou a quantidade de mulheres com mais de 40 que entram em trabalho de parto.

As diferenças regionais do país também se mostram nos dados de nascimentos. Nas regiões Centro-Oeste, Norte e Nordeste a maior parte das mães tem entre 20 e 29 anos, enquanto no Sul e Sudeste elas passam para a faixa dos 30 a 39.

Mais meninos que meninas

O levantamento nos cartórios mostrou também que continuam nascendo mais homens do que mulheres no país. Mesmo com a redução de crianças em 2020, a proporção se manteve em 105 meninos para cada 100 meninas.

Entre 2019 e 2020, o número de nascidos vivos do sexo masculino diminuiu de 1.438.275 para 1.371.445, enquanto o de sexo feminino variou de 1.373.485 para 1.307.018.

No Acre e Rondônia, ambos estados da Região Norte, a proporção de meninos é ainda maior: 107/100.

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