Portal Correio Operação resgata 14 pessoas de trabalho análogo à escravidão em plantação de frutas na Paraíba

Operação resgata 14 pessoas de trabalho análogo à escravidão em plantação de frutas na Paraíba

Operação do Ministério Público do Trabalho (MPT), em parceria com a Polícia Rodoviária Federal (PRF) e órgãos públicos de Vigilância Sanitária, resgataram 14 trabalhadores, incluindo uma criança de nove anos, que eram submetidos a condições análogas à escravidão, em Boqueirão, Agreste paraibano. De acordo com a PRF, as vítimas vieram da Bahia para a Paraíba […]

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Policiais rodoviários foram acionados para dar cobertura à operação (Foto: Divulgação/PRF)

Operação do Ministério Público do Trabalho (MPT), em parceria com a Polícia Rodoviária Federal (PRF) e órgãos públicos de Vigilância Sanitária, resgataram 14 trabalhadores, incluindo uma criança de nove anos, que eram submetidos a condições análogas à escravidão, em Boqueirão, Agreste paraibano.

De acordo com a PRF, as vítimas vieram da Bahia para a Paraíba com a promessa de um emprego. Elas foram levados para uma propriedade voltada à plantação de frutas, mas não receberam condições dignas de trabalho e estadia. Os trabalhadores resgatados em breve retornarão às suas casas na Bahia.

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Empregadores não ofereceram condições dignas de estadia aos trabalhadores (Foto: Divulgação/PRF)

A operação teve início depois que duas trabalhadoras passaram mal devido ao manuseio de agrotóxicos para pulverização da plantação. Elas precisaram sair da Zona Rural para receberem atendimento médico e aproveitaram a oportunidade para realizar a denúncia ao Ministério Público do Trabalho.

MPT e os órgãos de Vigilância Sanitária tentaram realizar a fiscalização do sítio, mas encontraram dificuldades. Os policiais do Comando de Operações Especiais (COE-PB) e Grupo de Patrulhamento Tático (GPT) da PRF em Campina Grande foram chamados para prestar apoio aos órgãos.

Chegando ao local, as equipes comprovaram a procedência da denúncia. No lugar, não havia condições mínimas de higiene e estadia. As instalações onde os trabalhadores dormiam eram precárias e as condições de realização do trabalho eram inseguras. Além disso, uma criança de nove anos era usada como piloto da motocicleta pulverizadora.

Três sócios do empreendimento foram autuados e deverão responder de acordo com as normas jurídicas que regem as relações entre empregados e empregadores.

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Veículo era pilotado por criança (Foto: Divulgação/PRF)

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