Portal Correio Paraíba registra seis mortes por acidentes elétricos; especialista orienta como se proteger

Paraíba registra seis mortes por acidentes elétricos; especialista orienta como se proteger

A Paraíba registrou 11 acidentes elétricos de janeiro a setembro deste ano, segundo levantamento divulgado pela Energisa. De acordo com os dados da concessionária, os eventos resultaram na morte de seis pessoas. Contato acidental com redes de energia através de vergalhão ou rolo de pintura (construção civil) foi a principal causa das fatalidades, mas a […]

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Todo cuidado é pouco quando o assunto é eletricidade, alerta Energisa (Foto: Pixabay)

A Paraíba registrou 11 acidentes elétricos de janeiro a setembro deste ano, segundo levantamento divulgado pela Energisa. De acordo com os dados da concessionária, os eventos resultaram na morte de seis pessoas.

Contato acidental com redes de energia através de vergalhão ou rolo de pintura (construção civil) foi a principal causa das fatalidades, mas a Energisa identificou também casos de construção de edificação embaixo de rede energizada, intervenção indevida na rede, cabo partido ao solo e caçambas de caminhão levantadas sem que o motorista observasse se havia rede nas proximidades.  

O coordenador de Saúde e Segurança da Energisa na Paraíba, Heitor Galdino, explica que todo cuidado é pouco quando trata-se de energia elétrica. Como não é possível ver onde a energia passa, algumas pessoas esquecem o perigo que é trabalhar perto da rede sem com os equipamentos de proteção necessários ou sem seguir as regras de segurança existentes.  

“Quando estamos próximos à rede elétrica temos que seguir todas as regras de segurança para evitar choques elétricos. Sempre reforçamos como prioridade é que, se a população avistar um cabo partido, não se aproxime dele ou se precisar de algum serviço próximo à rede, que entre em contato conosco”, orienta.

Ainda conforme Heitor Galdino, muitas vezes é o excesso de confiança que leva algumas pessoas a tentarem intervenções na rede elétrica ou próximas a ela sem os cuidados necessários. Soltar pipas perto da rede elétrica, ajeitar a antena de casa ou até mesmo uma pintura na faixada do comércio sem o devido cuidado pode ser fatal.

“Ocorrência com construção civil envolvendo redes de energia são recorrentes aqui na Paraíba. O construtor precisa conhecer as distâncias de segurança dos condutores até a sua construção e se atentar principalmente com o manuseio de equipamentos. A rede da Energisa segue as normas técnicas de altura e distâncias de edificações, previstas para o setor, ao ser instalada. Se essa distância for desrespeitada e esses cuidados não forem tomados, acidentes podem vir a ocorrer”, alerta o coordenador de Saúde e Segurança da Energisa.

No dia a dia, existem pequenos cuidados que podem ser tomados para evitar os acidentes com a rede elétrica. Conheça-os:  

Não mexa na rede de distribuição de energia. Somente eletricistas da equipe da Energisa ou a serviço da empresa podem intervir na rede da Energisa. Ao mexer, a pessoa está se colocando em risco e levando perigo para quem estiver nas redondezas;  As cercas de arame devem ter seccionamento e aterramento (antes e depois), sempre que estiverem localizadas sob a rede elétrica. Quando a cerca for paralela à rede elétrica, deverá ser seccionada a cada 250 metros;  Mantenha distância segura da rede elétrica (cerca de 2 metros), principalmente ao movimentar materiais metálicos, como barras de ferro e arames;   Ao realizar pintura de fachadas, evite o uso de extensores nos cabos, pois eles poderão se aproximar ou tocar a rede elétrica;   Cuidado ao manobrar caminhões perto da rede elétrica; verifique a altura do caminhão e da rede e evite descarregar materiais debaixo da rede elétrica; Ao instalar ou consertar antenas, escolha um lugar afastado dos fios, observando quando o tempo estiver bom, sem chuva. Caso a antena caia na fiação, nunca tente segurá-la ou recuperá-la; Certifique-se de que as instalações elétricas não estão danificadas e que são dimensionadas para a carga elétrica instalada. Assim se evitam acidentes com choques e risco de incêndios por curto-circuito.

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