Portal Correio Paraibana de 18 anos está entre 33 selecionados da embaixada dos EUA no Brasil

Paraibana de 18 anos está entre 33 selecionados da embaixada dos EUA no Brasil

Mesmo em meio à pandemia de Covid-19, o espaço para a criatividade, inovação e a sede de conhecimento dos jovens não deixou de existir. A nova rotina impôs desafios para estudantes de todo o mundo, mas apesar das dificuldades, alguns ainda conseguem se destacar com o envolvimento em projetos que podem transformar a sociedade e […]

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Mesmo em meio à pandemia de Covid-19, o espaço para a criatividade, inovação e a sede de conhecimento dos jovens não deixou de existir. A nova rotina impôs desafios para estudantes de todo o mundo, mas apesar das dificuldades, alguns ainda conseguem se destacar com o envolvimento em projetos que podem transformar a sociedade e a comunidade onde vivem.

É o caso de Noely Irineu Silva, 18 anos, estudante do 4º ano do curso integrado de Eletrônica do Instituto Federal da Paraíba (IFPB). Ela é a personagem da segunda reportagem especial da série ‘Quem Estuda Vai Longe!’. Em maio deste ano, ela entrou para uma lista de 33 estudantes de escolas públicas brasileiras selecionados para o Programa Jovens Embaixadores, coordenado pela Embaixada dos Estados Unidos no Brasil.

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Noely Silva

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Noely Silva, estudante de Eletrônica no IFPB (Foto: Arquivo pessoal)

“Foi a realização de um sonho! Fiquei muito feliz de ter sido selecionada para representar a Paraíba nos Jovens Embaixadores e ter a oportunidade de me engajar com outros jovens de culturas diferentes para ampliar meus horizontes e ajudar a transformar minha comunidade”, disse a jovem, feliz com a conquista.

O programa, que normalmente leva os estudantes para os Estados Unidos, teve que ser feito de modo virtual este ano. Até o dia 13 de agosto, os jovens selecionados participarão de oficinas sobre liderança, cultura e comunicação, cidadania digital, mudança social na comunidade e em nível global.

Além do programa Jovens Embaixadores, Noely ainda foi aprovada para um curso de verão da Universidade de Yale (EUA). O programa também é virtual e tem a participação de jovens de mais de 130 países. Noely passou para a sessão Solving Global Challenges (Resolvendo Desafios Globais), com a bolsa de estudos Young Leaders (YL) ofertada pela universidade.

Apoio para correr atrás do sonho

Segundo Noely, o caminho dela para a seleção no programa começou desde que ingressou no IFPB, em 2018. Algumas pessoas, entre colegas e professores, a motivaram a seguir por esse caminho. Uma delas foi Thalita Cecília, jovem embaixadora em 2019 e que a apresentou o programa.

Mas teve muito mais gente que ajudou Noely a “dar o gás” para correr atrás do sonho de participar do projeto. “Minha mãe acredita mais em mim do que eu mesma, sem dúvida. Tanto o apoio dela quanto da minha família, amigos e professores foram essenciais e me incentivaram a estudar inglês e dar o primeiro passo para fazer minhas inscrições nos intercâmbios. Fui muito sortuda por ser aluna de profissionais e pessoas maravilhosas que me encorajaram a seguir meus sonhos. Apesar de querer falar de todos que marcaram meu caminho, vou destacar dois professores que escreveram minhas cartas de recomendações e me ajudaram nesse processo: Rafaelle Correia, professora de eletricidade básica e Adolfo Wagner, professor de sociologia”, disse a jovem.

No meio do caminho, a pandemia

Como foi, de repente, ver seus professores e colegas apenas pela tela do computador ou celular? Para Noely, como para muitos outros estudantes, o desafio foi grande. “Foi sim mais difícil para me adaptar no começo da pandemia e tentar manter uma rotina de estudos, principalmente estudando com distrações em casa, sentimentos de desmotivação, cansaço e sem interação direta com meus amigos e professores como era nas aulas presenciais”, explicou a estudante.

Noely Silva

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Noely Silva, estudante de Eletrônica na IFPB (Foto: Arquivo pessoal)

Conectada com o mundo

Em uma era que a internet é dominada por redes sociais de entretenimento muito populares entre os jovens, como o Instagram e o TikTok, Noely acredita que a ferramenta tem um papel importante na união de jovens de diversas partes do mundo em prol de uma sociedade mais integrada, aberta ao diálogo.

“Acredito que conectar jovens líderes de diferentes partes do mundo vai proporcionar uma mudança positiva na sociedade, formar líderes com uma visão internacional para promover mudanças com soluções criativas e inovadoras. A implementação do intercâmbio cultural que ocorre pela internet possibilita que os jovens tenham a oportunidade de desenvolver várias habilidades de liderança através de conversas com pessoas de nacionalidades diferentes, da troca de conhecimentos e de atividades que impulsionam a resolver problemas na comunidade com empatia e respeito”, disse a estudante.

VÍDEO: Noely conta como se preparou e dá dicas de como participar de programas como o Jovens Embaixadores

Pensar no coletivo

A professora Rafaelle, que escreveu a carta de recomendação para o curso de verão da Universidade de Yale, afirmou que Noely tira boas notas, mas não é apenas isso que a fez se destacar a ponto de chegar ao programa Jovens Embaixadores.

A docente ressalta o senso de coletividade de Noely. “A atitude de compartilhar o que sabe, de colaborar com o sucesso dos outros, estar disposta a tentar coisas novas, até aquilo que ela não domina ainda. Ela tem uma mentalidade de crescimento, uma pessoa que não diz ‘não’ porque não domina um assunto ou porque tem um certo medo. Ela vence esse medo, cresce com as adversidades”, contou.

Ela relatou uma situação na qual Noely ajudou na integração de um estudante de intercâmbio da Finlândia. “Ele só falava inglês, e eu precisava não só de alguém que pudesse traduzir a minha aula e explicar as coisas para ele, mas precisava que alguém fosse parceiro dele nas atividades práticas, e eu encontrei em Noely alguém disposta a ajudar. E ela também amadureceu com essa experiência”, disse a professora.

Experiência válida

Rafaelle destacou que experiências como a de Noely com o Jovens Embaixadores são importantes para a formação dos adolescentes. Ela afirma que, para um programa como este, o candidato tem que ter bom desempenho acadêmico, se engajar em trabalhos sociais, ter domínio do inglês e bons relacionamentos com colegas, professores e pessoas da comunidade.

“Projetos como esse tem importância em vários sentidos, é algo muito enriquecedor. Ele (o jovem) vai conviver com outros jovens de outras partes do mundo, conhecer outras realidades, mostrar que é possível conquistar espaços que antes ele nem imaginava que seriam alcançáveis”.

A professora afirma que vivências como essa podem contribuir no surgimento de novos líderes, novas referências para esses jovens. “A juventude precisa enxergar em alguns jovens lideranças palpáveis, não jovens inatingíveis como artistas de Hollywood, distantes dele. Tem que ser pessoas próximas, pessoas que vivam situações semelhantes. Meninas, então… precisamos de mais meninas que sejam lideranças. Eu sou da área de tecnologia e quero muito ver mais meninas nessa área para que desmistifique que campo profissional nenhum é exclusividade de gênero”, disse.

Clique aqui para saber mais sobre o programa Jovens Embaixadores

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