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Cidades Prefeitos defendem 'segurada' e adotam até lockdown no interior

Prefeitos defendem 'segurada' e adotam até lockdown no interior

Reação entre gestores foi de menos resistência diante do anúncio do governo que restringiu as medidas para conter a pandemia

  • Cidades | Do R7, com Agência Estado

Resumindo a Notícia

  • Cidades do interior reagiram com menos resistência à atualização do Plano São Paulo
  • Alguns prefeitos endereceram ainda mais as medidas do que as previstas pelo governo
  • "Ou fecha ou vai morrer gente nos corredores", disse o prefeito de Franca
  • A prefeitura de Taubaté anunciou lockdown, com toque de recolher noturno
Sete das principais regiões do interior foram para a fase vermelha do Plano São Paulo

Sete das principais regiões do interior foram para a fase vermelha do Plano São Paulo

Governo do Estado de São Paulo - 22.01.2021

Prefeitos das principais cidades do interior reagiram com menor resistência à decisão do governo estadual de colocar sete das principais regiões do interior na fase vermelha do Plano São Paulo. Algumas prefeituras estão adotando medidas ainda mais drásticas do que as previstas pelo governo do estado no enfrentamento à pandemia de covid-19.

"Ou fecha ou vai morrer gente nos corredores", disse o prefeito de Franca, Alexandre Ferreira (MDB), que antes resistia ao fechamento. Já a prefeitura de Taubaté anunciou lockdown, com toque de recolher noturno.

A partir de segunda-feira, 25, as regiões de Barretos, Bauru, Franca, Marília, Presidente Prudente, Sorocaba e Taubaté serão obrigadas a fechar comércios e serviços não essenciais. As demais, incluindo a Grande São Paulo, ficarão na fase laranja, mas com restrições da vermelha em dias úteis após as 22 horas e integralmente nos fins de semana e feriados.

As medidas vigoram até o dia 7 de fevereiro.

"Infelizmente, agora é guerra, agora é hora de a gente entender e dar uma segurada. Não tem outro jeito de segurar a transmissão senão fechar", disse o prefeito de Franca, ao confirmar a adesão integral ao plano. Na semana anterior, ele tinha se insurgido contra a volta da cidade à fase laranja, com menos restrições.

"Eu continuo contra (o fechamento das atividades), mas agora temos que ter responsabilidade. Não temos mais nenhuma capacidade física de abrir novos leitos na região", afirmou. Ele disse ter pedido aos prefeitos da região que também fechem o que não é essencial.

A cidade estava com 90,3% dos leitos de UTI ocupados na manhã desta sexta (22), mesmo depois de ter aumentado o total de 79 para 100 leitos. Ferreira citou os impactos do fechamento para a economia local, mas admitiu que, diante do esgotamento da capacidade hospitalar, é preciso fazer o possível para evitar mortes.

"Se a gente não segurar a onda agora, vai morrer gente sem atendimento nos corredores. Ou a gente faz isso, ou vai se transformar numa Manaus".

O município criou canais para que a população denuncie aglomerações e descumprimento das medidas. Além de serem multados, os infratores serão denunciados ao Ministério Público por crime contra a saúde pública.

Após ser inserida na fase vermelha do plano estadual, a prefeitura de Taubaté anunciou lockdown, com toque de recolher das 23h às 5h, a partir de segunda. Durante o dia, só farmácias, padarias, mercados, postos de combustíveis, lavanderias e hotelarias poderão funcionar, mas com restrições de público. A taxa de ocupação de leitos de UTI e enfermaria permanece em 100%, com 109 pessoas internadas, segundo boletim desta sexta. Já são 13.008 casos e 231 mortes.

Em Birigui, após a cidade ser incluída na fase vermelha, enfrentando ainda uma greve de servidores da saúde, a prefeitura decretou estado de calamidade pública.

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