Greve dos Caminhoneiros

Cidades Protesto persiste, mas combustível começa a chegar aos postos do país

Protesto persiste, mas combustível começa a chegar aos postos do país

Em São Paulo, consumidores enfrentam longas filas para conseguir abastecer o veículo. Ainda há caminhões parados na Dutra e na Régis Bittencourt

  • Cidades | Raphael Hakime, do R7

Em Sorocaba (SP), longas filas se formaram nos postos

Em Sorocaba (SP), longas filas se formaram nos postos

Miguel Pessoa/Futura Press/Folhapress - 30.05.2018

Os protestos dos caminhoneiros persistem nesta quarta-feira (30), 10º dia consecutivo de paralisação da categoria, pelas rodovias do país. Ainda há pontos com caminhões parados no acostamento e no canteiros de estradas como a Régis Bittencourt, que liga São Paulo a Curitiba, e a Presidente Dutra, principal interligação da capital paulista com o Rio de Janeiro.

Apesar de as manifestações ainda não terminarem totalmente, os postos do Estado de São Paulo começaram a receber os caminhões-tanque com combustíveis, sem a necessidade de escolta das forças de segurança, na madrugada desta quarta-feira (30). Na capital, os paulistanos, porém, enfrentam longas filas na manhã deseta quarta para encher o tanque.

Na terça-feira (29), a prefeitura da capital paulista anunciou que, a partir desta quarta-feira, liberaria a circulação de caminhões, com até três eixos traseiros, com combustíveis e derivados em horário integral na cidade de São Paulo.

O transporte público da cidade permanece estável. De acordo com a SPTrans, responsável pelos ônibus de São Paulo, por volta das 6h desta quarta-feira (30), 68% da frota de veículos estavam nas ruas da cidade.

Postos na madrugada

Durante a madrugada, na capital paulista, o abastecimento aparentemente caminhava para a normalidae. Muitos postos permaneceram abertos, os caminhões-tanque circulavam e os consumidores fizeram filas para encher o tanque.

O repórter Nohlan Hubertus, da RecordTV, conversou com um dono de posto, que deu um panorama da reposição de combustíveis na cidade. Juarez Mosqueira, proprietário do posto, afirmou que "o recebimento já recomeçou".

— Aparentemente, já se normalizou. Evidente que tem muitos colegas nossos, revendedores, que já estão com um período maior sem o recebimento do produto e têm que ser atendidos também.

Um consumidor do posto de seu Juarez, porém, esperou até 3 horas antes de consumbustível chegar para abastecer.

Em alguns postos da capital paulista, porém, os empresários exageraram no preço do combustível e o etanol chegou a ser vendido por R$ 5,89. Alguns postos foram lacrados e, ao menos, três donos de posto foram levados para a delegacia. Eles assinaram termos circunstanciados e foram liberados.

Abastecimento no Ceagesp

Aos poucos a situação está se normalizando com a chegada de novos caminhões de alimentos. De acordo com os comerciantes, as frutas demoram um pouco mais para chegar porque vem de lugares mais distantes do Norte e Nordeste. O abacaxi, por exemplo, vem do Pará. Sem saber quando seria o último dia de paralisação, os produtores não estavam fazendo a colheita por medo de os produtos estragarem.

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