Psicóloga elenca mitos sobre o autismo

O mês Abril Azul dá visibilidade ao Transtorno do Espectro Autista (TEA), um marco seguido da instituição do dia 2 do mesmo mês como Dia Mundial da Conscientização do Autismo pela Organização das Nações Unidas (ONU). O TEA abrange condições de neurodesenvolvimento que se caracterizam, entre outras, por dificuldades de interação e comunicação social. Pensando […]

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O mês Abril Azul dá visibilidade ao Transtorno do Espectro Autista (TEA), um marco seguido da instituição do dia 2 do mesmo mês como Dia Mundial da Conscientização do Autismo pela Organização das Nações Unidas (ONU). O TEA abrange condições de neurodesenvolvimento que se caracterizam, entre outras, por dificuldades de interação e comunicação social.

Pensando nisso, a Profa. Ma. Sandra Mousinho, de Psicologia do Unipê, elencou alguns mitos importantes a serem superados. Um deles é sobre o diagnóstico e o que se segue depois. “O que sabemos é que tem de procurar um profissional adequado para avaliar e ter certeza se é autismo ou não. E ir trabalhando essas histórias que as pessoas contam e que não sabemos se é mito ou verdade”, diz.

Confira:

1. Diagnóstico por características físicas é um mito! Embora haja síndromes com características no corpo, são os comportamentos que sinalizam o autismo e levam os pais a buscarem um profissional. “O autismo não tem cara, não é uma síndrome, uma doença. É uma condição dentro de um espectro”, conta Sandra;

2. Vacina da Tríplice Viral provoca autismo? A ideia foi difundida a partir de um estudo publicado em 1998, que relacionava o diagnóstico do transtorno com a vacina. Mas nessa mesma época a procura por profissionais cresceu e os estudos eram aprofundados, e o diagnóstico também apareceu mais. O estudo foi desmentido depois;

3. É inverdade que alguns alimentos causam autismo! Não há nada na ciência que relacione a lactose ou o glúten com o transtorno. Mas muitas crianças com TEA têm comorbidades, como alergias e intolerâncias alimentares. E por terem hipersensibilidade, o desconforto é acentuado e as reações do autismo também;

4. É causado pelos pais e mães? A ideia veio de casos em que as mães rejeitavam os bebês na gestação, ficaram estressadas ou depressivas, e relacionaram isso com o neurodesenvolvimento. O autismo tem causas multifatoriais e genéticas, mas essa rejeição não se sustenta na ciência atual;

5. Toda criança autista possui QI elevado? Muitas delas têm diversas habilidades e até acima da média, mas isso não condição do autismo. O importante é não generalizar até para poder dar a elas uma educação adequada;

6. Autistas não sentem emoções? Mito! A ideia vem porque, em geral, elas processam as emoções, como medo ou felicidade, de forma diferente. Esse pensamento é negativo no convívio social das crianças. “Elas sentem, observam e percebem muito rápido o ambiente. Só muitas vezes não conseguem expressar como a gente espera”;

7. Os sintomas do autismo mudam com o tempo? Sempre haverá traços do TEA, mas há tratamentos, como a terapia cognitivo comportamental, que ajudam a estimular o desenvolvimento adequado da pessoa autista.

De forma geral, o tratamento do autismo pode ser feito com uma equipe multiprofissional especializada, que envolve desde psicólogos e neurologistas até fonoaudiólogos, com acompanhamento diário, terapêutico, para auxiliar no desenvolvimento escolar, no convívio social e nas tarefas diárias.

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