Cidades Seca na Paraíba avança para 100% do território, segundo a ANA

Seca na Paraíba avança para 100% do território, segundo a ANA

A última atualização do Monitor de Secas aponta que na Paraíba, em janeiro, houve avanço da seca fraca na área central e avanço da seca moderada para oeste, em razão das chuvas abaixo da média e das temperaturas acima do esperado. Entre dezembro e janeiro, o Monitor identificou o aumento da área total com seca de 82,66% para […]

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Mapa compara situação nos estados brasileiros em 2020 e 2021 (Arte: Divulgação/ANA)

A última atualização do Monitor de Secas aponta que na Paraíba, em janeiro, houve avanço da seca fraca na área central e avanço da seca moderada para oeste, em razão das chuvas abaixo da média e das temperaturas acima do esperado. Entre dezembro e janeiro, o Monitor identificou o aumento da área total com seca de 82,66% para 100% – maior percentual desde março de 2020, quando toda a Paraíba também passou pelo fenômeno.

No mesmo período, também houve uma elevação da área com seca moderada em janeiro, que subiu de 36,61% para 46,06% do território paraibano. Os impactos da seca permanecem de curto e longo prazo na porção central e de curto prazo no restante do estado.

Além da Paraíba, as áreas com seca tiveram aumento em mais oito das 20 unidades da Federação acompanhadas pelo Monitor de Secas em comparação a dezembro de 2020: Bahia, Ceará, Distrito Federal, Espírito Santo, Goiás, Minas Gerais, Pernambuco e Rio de Janeiro.

Outras 12 unidades da Federação, além da Paraíba, tiveram 100% de seus territórios registrando seca no último mês: Alagoas, Distrito Federal, Goiás, Mato Grosso do Sul, Paraná, Pernambuco, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, São Paulo, Sergipe e Tocantins. O Piauí se manteve com cerca de 92% de sua área com seca em relação ao mês anterior. A redução de áreas com o fenômeno aconteceu somente no Maranhão.

Em termos de severidade do fenômeno, a Paraíba e mais 11 estados (Alagoas, Ceará, Espírito Santo, Goiás, Minas Gerais, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte, São Paulo, Sergipe e Tocantins) tiveram o agravamento da seca entre dezembro e janeiro: . Em outras quatro unidades da Federação, o grau de severidade da seca se manteve: Bahia, Distrito Federal, Maranhão e Rio de Janeiro. Por outro lado, em quatro estados aconteceu uma atenuação da seca: Mato Grosso do Sul, Paraná, Rio Grande do Sul e Santa Catarina.

No Nordeste, devido às chuvas abaixo da média e ao aumento das temperaturas em janeiro, houve leve piora na condição de seca, marcada pelo aumento das áreas com seca fraca e/ou moderada em parte do Ceará, Paraíba, Pernambuco e Bahia. A porção de seca grave no norte de Sergipe também se expandiu, passando a influenciar parte do território alagoano. Por outro lado, houve uma pequena redução da área com seca moderada no Maranhão, devido à ocorrência de chuvas acima da normalidade.

Monitor de Secas

O Monitor de Secas é coordenado pela Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA), com o apoio da Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme), e desenvolvido conjuntamente com diversas instituições estaduais e federais ligadas às áreas de clima e recursos hídricos, que atuam na autoria e validação dos mapas. 

Na Paraíba, a Agência Executiva de Gestão das Águas do Estado da Paraíba (Aesa) é o órgão que atua no Monitor de Secas. Por meio da ferramenta é possível comparar a evolução das secas nos 19 estados e no Distrito Federal a cada mês vencido.

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