Coronavírus

Cidades Setor funerário prevê o triplo de mortes diárias no pico da pandemia

Setor funerário prevê o triplo de mortes diárias no pico da pandemia

Associação recomenda que empresários se preparem para atender, nos próximos 30 dias, uma explosão da demanda 

Reuters - Brasil
Sepultadores trabalham em covas abertas no cemitério de Vila Formosa, na capital paulista. Número de enterros voltam a crescer nos cemitérios paulistanos

Sepultadores trabalham em covas abertas no cemitério de Vila Formosa, na capital paulista. Número de enterros voltam a crescer nos cemitérios paulistanos

Karime Xavier / Folhapress - 11.03.2021

No momento em que o Brasil se aproxima de uma média diária de 2 mil mortes causadas pela covid-19, a associação que congrega o setor funerário no país instruiu seus membros a se preparem para manter um estoque para atender nos próximos 30 dias três vezes mais funerais por dia do que no período anterior à pandemia.

A recomendação foi divulgada em uma nota ao setor publicada pela Associação Brasileira de Empresas e Diretores do Setor Funerário (Abredif).

Entre as recomendações feitas, a Abredif destaca que as funerárias busquem "por todos os meios, adequar seu estoque para que atenda por 30 dias um numero de funerais três vezes superior ao registrado antes do estado de pandemia". A associação destaca ainda que prepara um novo protocolo de atendimento e preparação para uma "situação extrema" que pode ocorrer se as medidas de contenção do coronavírus não tiverem efeito.

As recomendações incluem ainda suspender folgas e férias de funcionários nos próximos meses, fazer um levantamento das vagas existentes nos cemitérios das cidades e da capacidade de atendimento das funerárias, emitindo alertas à associação quando essa capacidade chegar a 80%.

O Brasil voltou a bater recordes de mortes por covid-19 nesta semana, com dois dias seguidos acima de 2 mil óbitos: 2.286 na quarta-feira e 2.233 na quinta. Em um ano desde o primeiro caso de covid-19 no país, 272.889 pessoas morreram de covid-19.

O país registra atualmente o pior surto da doença no mundo, com quase 70 mil casos novos por dia em média e mais de 1.700 mortes diárias em média no últimos 7 dias, de acordo com cálculos da Reuters, em meio ao avanço de uma variante mais contagiosa e ante o ritmo lento da campanha de vacinação.

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