Cidades Simed-PB pede explicações sobre proibição de celulares em hospitais

Simed-PB pede explicações sobre proibição de celulares em hospitais

O Sindicato dos Médicos da Paraíba-PB (Simed-PB) pediu nesta quarta-feira (2) que

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O Sindicato dos Médicos da Paraíba-PB (Simed-PB) pediu nesta quarta-feira (2) que as Comissões de Controle e Infecção Hospitalar (CCIHs) dos hospitais e Unidades de Pronto Atendimento (Upas) de João Pessoa expliquem sobre as proibições de celulares e adornos nos ambientes das unidades de saúde. As comissões devem esclarecer os aspectos científicos e apresentar as normas conclusivas que levaram a Secretaria de Saúde de João Pessoa a proibir o uso de aparelhos celulares e adornos nesses ambientes.

O Simed-PB afirma que o uso de celulares e notebooks aliados à internet e à telemedicina, se mostraram como meios úteis e são instrumentos de trabalho para os médicos. “É também através de celulares de uso pessoal que os profissionais de saúde são acionados para eventuais intercorrências com pacientes, além disso, médicos usam o aparelho constantemente para discutir casos com outros especialistas, de maneira remota, como a consulta de interações medicamentosas e protocolos de outros hospitais e universidades”, disse o Simed-PB.

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O sindicato entende ainda que o uso do celular, com todos os cuidados e medidas necessárias de higienização, também se faz necessário para pacientes internados que tiveram restrição de visitas, por exemplo, e seus familiares. “Tal medida faz parte da humanização do atendimento médico”, afirma.

Para o Simed-PB, enquanto não for apontado nenhum ato normativo que justifique as proibições, a medida restritiva se torna ilegal, conforme explicado pelo presidente do sindicato, Márnio Costa. Ouça.

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Proibição de celulares

A Secretaria Municipal de Saúde de João Pessoa (SMS) proibiu o uso de celulares e demais aparelhos portáteis nas dependências dos hospitais públicos municipais e Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) da Capital.

A medida foi protocolada na última terça-feira (25), dias antes do Conselho Regional de Medicina (CRM-PB) fiscalizar e, posteriormente, interditar o Complexo Hospitalar de Mangabeira (Trauminha).

Apesar de circular apenas no fim do mês de agosto, época em que já existem vários planos de flexibilização do distanciamento social causado pela pandemia, um deles, inclusive, feito pela própria Prefeitura Municipal de João Pessoa (PMJP), o secretário municipal de Saúde Adalberto Fulgêncio explicou, em entrevista à Rede Correio Sat, que a proibição é uma medida de combate ao novo coronavírus.

“Isso é uma determinação comum. Se as pessoas andavam com celulares nas unidades de saúde, era um equívoco. Esses aparelhos são vetores de microrganismos não só do coronavírus, como de outros vírus e bactérias. Portanto, paciente não tem que andar com celular de forma alguma, sem prejuízo de que os parentes tenham acesso às informações dos pacientes”, disse o secretário.

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