Cidades Sistema penitenciário ganha fábrica de vassouras feitas com garrafas pet

Sistema penitenciário ganha fábrica de vassouras feitas com garrafas pet

Os detentos do sistema penitenciário da Paraíba ganharam mais uma oportunidade de

Portal Correio

Os detentos do sistema penitenciário da Paraíba ganharam mais uma oportunidade de aprender uma profissão e de serem inseridos no mercado de trabalho. Na tarde dessa quarta-feira (30), foi inaugurada na Penitenciária Padrão de Santa Rita, na Grande João Pessoa, uma fábrica escola de vassouras feitas com garrafas pet.

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Inicialmente, 15 presos serão capacitados para iniciar a produção de vassouras a partir de janeiro. Estes detentos serão beneficiados pela Lei 7210/84, que prevê a remição da pena (um dia para cada três dias trabalhados), enquanto suas famílias serão remuneradas com a venda dos produtos.

A Fábrica de Vassouras Esperança Viva foi construída em parceria entre a Secretaria de Estado da Administração Penitenciária (Seap), a Fundação Cidade Viva e Vara das Execuções Penais.

“O maior objetivo é a reintegração social”, explica o secretário da Administração Penitenciária (Seap), Sérgio Fonseca. “Quando se soma as forças do Estado e da sociedade civil você consegue efetivamente impactar de forma positiva na vida, no caso aqui das pessoas privadas de liberdade”, complementa.

Para o pastor Moisés Lima, da Fundação Cidade Viva, o projeto vai contribuir em levar esperança às pessoas privadas de liberdade e é uma demonstração de confiança nos presos. A psicóloga e representante do Conselho da Comunidade de Santa Rita, Andreia Paulino, comenta que é gratificante quando surgem postos de trabalho para a população carcerária. “Eles têm a consciência que isto aqui não é apenas uma fábrica, mas o valor deles. Fico feliz em ver que cada um está aprendendo para usar o que aprendeu lá fora”, enfatiza.

Ressocialização

Atualmente, a Paraíba tem 1.775 pessoas privadas de liberdade em atividades de trabalho, de acordo com o Departamento Penitenciário Nacional (Depen). O número representa crescimento de 95,7% em comparação com os dados de 2019, quando havia 907 detentos trabalhando. “São 824 pessoas em trabalho externo e 951 em trabalhos internos”, comemora o secretário Sérgio Fonseca.

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