Cidades “Só vou descansar quando for feita a justiça”, diz avó do menino Bernardo

“Só vou descansar quando for feita a justiça”, diz avó do menino Bernardo

Os quatro acusados do crime estão presos e aguardam julgamento do caso

  • Cidades | Sylvia Albuquerque, do R7

Corpo do garoto foi encontrado no dia 14 de abril deste ano

Corpo do garoto foi encontrado no dia 14 de abril deste ano

Reprodução

Com um quadro de depressão e problemas cardíacos, a avó do menino Bernardo disse que ainda não teve paz desde que o corpo do garoto foi encontrado, no dia 14 de abril. Jussara Uglione conversou com o R7 na tarde de quinta-feira (24) e afirmou que só vai descansar quando for feita justiça no caso.

— Minha filha morreu [mãe do Bernardo], meu neto morreu e estou aqui me arrastando. Desde que ele foi eu ainda não tive paz, quero descansar, mas só quando for feita justiça.

Ela passou 11 dias internada neste mês para colocar um marca-passo. Para ela, a esperança da família é a condenação relacionada ao caso do menino, já que o pedido feito ao Ministério Público para que a morte da mãe de Bernardo, Odilaine Uglione, voltasse a ser investigada foi negado.

Odilaine morreu dentro da clínica de Leandro Uglione — pai de Bernardo, em 2010, aos 32 anos, quando estavam tratando do divórcio. A investigação policial concluiu que ela se suicidou.

O advogado de Jussara, Marlon Taborda, afirmou que as duas mortes estão ligadas por problemas de dinheiro, uma vez que a mãe do menino receberia R$ 1,5 milhão e uma pensão de R$ 10 mil por mês após o divórcio.

— Eu afirmo que as mesmas pessoas envolvidas na morte do Bernardo podem estar envolvidas na morte da mãe dele, mas infelizmente o Ministério Público se negou a investigar novamente o caso.

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Em depoimento à polícia divulgado recentemente, a assistente social Edelvânia Wirganovicz, presa sob suspeita de matar o menino, admitiu que ela e a madrasta do menino, Graciele Ugulini, jogaram soda cáustica no garoto e enterraram o corpo.

— Se ela não desse um fim nele agora, quando ele fizesse 18 anos, ia destruir tudo o que eles tinham.

Já Graciele, em depoimento, negou.

— Nunca tive a intenção de fazer uma coisa dessas.

O advogado quer agora a quebra do sigilo bancário do médico Leandro Boldrini. Ele acredita que a comprovação de saques reforça a tese de que o assassinato do garoto teve motivações financeiras. Leandro Boldrini e sua mulher, Gracieli Uglioni, suspeitos do crime, supostamente ficariam com os bens que Bernardo herdaria da mãe.

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