Boate Kiss

Cidades Testemunha se torna informante no quinto dia do júri da boate Kiss

Testemunha se torna informante no quinto dia do júri da boate Kiss

Thiago Mutti foi arrolado como testemunha. Juiz mudou a condição ao saber que ele responde a processo por falsidade ideológica

  • Cidades | Fabíola Perez, do R7, em Porto Alegre (RS)

No quinto dia do julgamento dos quatro réus acusados do incêndio na boate Kiss, em Santa Maria (RS), o primeiro depoimento da manhã deste domingo (5) foi do engenheiro civil Thiago Flores Mutti, de 46 anos. Ele chegou ao julgamento na condição de testemunha de Mauro Hoffman, mas passou a informante por responder a um processo de acusação por falsidade ideológica.

Mutti informou ao juiz Orlando Faccini Neto, nos primeiros minutos do julgamento, que o processo está em tramitação. Com isso, ele não firmou o compromisso do depoimento previsto para as testemunhas.

Engenheiro Thiago Mutti é o primeiro a depor no quinto dia de julgamento da boate Kiss

Engenheiro Thiago Mutti é o primeiro a depor no quinto dia de julgamento da boate Kiss

Fabíola Perez / R7

“Em 2009, minha irmã era sócia e proprietária [da boate Kiss], eu fui o engenheiro que acompanhou as obras. Fomos chamados à Polícia Civil para prestar esclarecimento. Passei a responder por dois processos: um saiu a sentença e fomos absolvidos. O outro está para sair a sentença. Estou aqui para esclarecer tudo o que for necessário. Participei das obras em 2009 e estou à disposição para responder”, disse Mutti ao juiz. 

A primeira testemunha transformada em informante pelo juiz foi Gianderson Machado da Silva. A mudança ocorreu na sexta-feira (3), quando a filha do funcionário da empresa que fazia a manutenção dos extintores da boate Kiss fez uma publicação nas redes sociais em que se manifestou sobre o julgamento. Silva seria ouvido como testemunha de acusação do Ministério Público.

Também deve ser ouvida neste domingo a vítima Delvani Brondani Rosso.

Júri

O julgamento começou na quarta-feira (1º) e não tem data definida para terminar. Os depoimentos têm durado entre duas e cinco horas. Em razão disso, o Ministério Público propôs que cada parte reduzisse o número de testemunhas e vítimas. A proposta foi apresentada no plenário e aceita pelo juiz.

Este é considerado o maior tribunal do júri da história do Rio Grande do Sul e um dos mais importantes do país. 

Quatro réus são julgados pela morte de 242 pessoas e pela tentativa de homicídio de outras 636 que ficaram feridas no incêndio ocorrido em Santa Maria (RS). Dois deles são ex-sócios da boate, e os outros dois, músicos da banda Gurizada Fandangueira, que se apresentava no local e pôs fogo no teto.

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