Cidades TV Funesc exibe leitura encenada de ‘Um edifício chamado 200’

TV Funesc exibe leitura encenada de ‘Um edifício chamado 200’

Em 8 de novembro de 1940 nascia na Paraíba um dos maiores

Portal Correio

Em 8 de novembro de 1940 nascia na Paraíba um dos maiores nomes da dramaturgia brasileira. Se estivesse vivo, o dramaturgo Paulo Pontes faria 80 anos neste domingo (8). Para celebrar a data, a Fundação Espaço Cultural (Funesc) apresenta, em parceria com a Cia Galharufas de Teatro, a leitura encenada do texto ‘Um Edifício Chamado 200’, adaptação feita especialmente para a ocasião. A direção é de Suzy Lopes, Tony Silva e Leo Palma. A exibição acontece às 20h, no canal TV Funesc no YouTube.

No elenco da encenação estão Pedro Delgado, Fernanda Maranho, Erika Paz, Renã Herbert e Elias Matias. A gravação foi feita no Teatro Paulo Pontes, que leva este nome em homenagem ao autor de textos como ‘Gota D’Água’, que ele assinou em parceria com Chico Buarque.

Sinopse

A comédia ambientada em Copacabana satiriza as ambições da baixa classe média carioca. Protagonizado por Milton Moraes, no papel do apostador de loterias, obtém mais sucesso de público que de crítica. Inspirado nas chanchadas, o autor chama a atenção do público para uma novidade dos anos 1970: a loteria esportiva. Alfredo Gamela, que veio da zona norte da cidade do Rio de Janeiro para Copacabana, sonhando com dias melhores, só pensa em ficar rico por meio das apostas.

Enquanto ele passa os dias sem trabalhar obcecado pelo sonho de uma fortuna fácil, sua mulher luta pelo pão de cada dia. A loteria serve como pretexto para o autor analisar satiricamente a mentalidade do brasileiro comum, sua ambição, sua descrença na possibilidade de conseguir alguma coisa por si mesmo e sua fé exacerbada na sorte que mudará o seu destino.

Paulo Pontes

Vicente de Paula Holanda Pontes nasceu em Campina Grande, em 1940 e faleceu precocemente no Rio de Janeiro, em 1976, aos 36 anos. Dramaturgo, produtor de rádio e teatro, locutor, jornalista e tradutor. Em 1962 conhece o dramaturgo Oduvaldo Vianna Filho (1936-1974). Pontes embarca para o Rio em 1964 momentos antes de os militares tomarem o poder e vê a sede da UNE ser metralhada e incendiada.

Colabora com os artistas que produzem o show Opinião. Integra o Grupo Opinião, espaço criado em seguida, em que a intelectualidade de esquerda pode manter acesos seus ideais de resistência. Vítima da censura, o Opinião passa por dificuldades e, em 1967, parte de sua equipe, entre eles Paulo Pontes, despede-se do grupo. Pontes retorna à Paraíba e passa a trabalhar na rádio. O trabalho com o Opinião o estimula a escrever sua primeira peça, Para-í-bê-a-bá (1967).

A convite de Almeida Castro, diretor artístico da TV Tupi, retorna ao Rio de Janeiro em 1968, contratado como membro da equipe de criação do canal. Em colaboração com Vianna Filho, Pontes realiza o programa Bibi – Série Especial,3 apresentado pela atriz Bibi Ferreira (1922), com quem se casa.

No início da década de 1970, passa a escrever regularmente para o teatro. Surgem, entre outras peças, Um Edifício Chamado 200 (1971), e Check-Up (1972), pela qual recebe o Prêmio Governo do Estado da Guanabara. Em 1975, em parceria com o compositor Chico Buarque (1944), escreve Gota d’Água, sua última peça.

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