Cidades Veja os impactos da pandemia do novo coronavírus na economia mundial

Veja os impactos da pandemia do novo coronavírus na economia mundial

A pandemia do novo coronavírus alterou por completo as relações sociais no

Portal Correio

A pandemia do novo coronavírus alterou por completo as relações sociais no mundo. Para além das vítimas em mais de 180 países, outro efeito sentido em grande parte das nações foram os impactos econômicos da doença. Muitos países estão enfrentando problemas financeiros graves, e as notícias de economia não são animadoras.

A disseminação do novo coronavírus fez com que as empresas em todo o mundo cortassem custos e à procura de uma saída. A queda no varejo também registrou quedas sem precedentes, já que os clientes ficaram em casa em uma tentativa de impedir a disseminação da Covid-19. No Brasil, segundo dados do IBGE, mais de 700 mil empresas foram fechadas desde março, quando a pandemia começou.

De acordo com o FMI, a economia global vai encolher 3% este ano. Ele descreveu o declínio como o pior desde a Grande Depressão dos anos 1930.

As bolsas mundiais caíram cerca de 30% desde o início do ano na maioria dos países mais ricos do mundo. O número de americanos que pediram subsídio de desemprego pela primeira vez subiu para quase sete milhões, um recorde por duas semanas consecutivas.

Em alguns países, especialmente na Europa,  os bancos centrais entraram em ação para reverter os problemas causados pela pandemia. No Reino Unido, por exemplo, instituições financeiras reduziram as taxas de juros. Os mercados globais, desde então, recuperaram algum terreno com a intervenção dos governos. 

Mas os impactos ainda são severos. Muitas pessoas perderam seus empregos ou viram seus rendimentos cortados devido à crise do novo coronavírus. Nos Estados Unidos, a proporção de desempregados atingiu 10,4% Segundo o FMI, esse é o fim de uma década de expansão para uma das maiores economias do mundo.

A recuperação em grandes economias dependentes de serviços que foram duramente atingidas pelo surto, como o Reino Unido ou a Itália, deverá ser um processo lento. Esse também é um reflexo da economia brasileira, dependente do turismo, por exemplo.

A saída para o mundo pode ser a ascensão de países com grande participação mundial. Segundo o FMI, países como China e Índia têm capacidade e potencial para ajudar outros países na recuperação do pós-pandemia. Mas isso vai depender da cooperação mundial entre as nações. 

“O nosso cenário principal é que a atividade económica começará a recuperar no segundo semestre de 2020 e, dado o grande estímulo às políticas fiscal e monetária em curso, a economia global terá condições muito favoráveis para acelerar novamente quando o surto do vírus desaparecer”, afirmou recentemente o principal estratega do Danske Bank, Henrik Drusebjerg.

Conteúdo de assessoria

Últimas