Novo Coronavírus

Cidades Vigilância verifica capacidade de necrotérios de hospitais de SC

Vigilância verifica capacidade de necrotérios de hospitais de SC

Estado enfrenta colapso no sistema de saúde, sem vagas em leitos de UTIs e enfermarias. Lockdown vale apenas aos finais de semana

Agência Estado
Vigilância verifica capacidade de necrotérios nos hospitais de SC

Vigilância verifica capacidade de necrotérios nos hospitais de SC

iShoot/Folhapress

A Vigilância Sanitária iniciou nessa terça-feira (9) um levantamento da capacidade instalada nos necrotérios dos hospitais de Santa Catarina. O estado enfrenta um colapso no sistema de saúde com o crescente número de infectados pelo novo coronavírus. Não há vagas em leitos de UTIs e enfermarias. O número de mortes é crescente. Apesar de pedidos dos órgãos de controle, a maior parte das atividades econômicas funciona apenas com restrição de horário e lotação, com "lockdown" aos fins de semana.

Na semana passada, o estado registrou o maior número de mortes em 24 horas, atingindo 101 óbitos em 2 de março. Metade das mortes em 2021 (2.077) ocorreu nas últimas duas semanas (1.035).

A Vigilância Sanitária informou que o levantamento será concluído nos próximos dias e que trata-se de "informação sanitária que o estado precisa ter". Ao Estadão, o gestor de uma das unidades de saúde informou que o levantamento poderá servir de base para contratação de serviço terceirizado de refrigeração de corpos. No entanto, a Vigilância Sanitária diz que a consulta não tem relação direta com aumento de casos de covid-19.

Dados de segunda-feira (8) mostravam que havia 388 pessoas na fila por leitos de UTIs. Nas últimas semanas, diversas unidades registraram óbitos de pessoas que aguardavam transferência para a terapia intensiva.

No início da semana, unidades públicas e privadas na Grande Florianópolis comunicaram que estão no "limite máximo de segurança" para atendimento de emergência e urgência. E que novos pacientes com casos leves, ou menos graves, serão encaminhados para tratamento domiciliar ou nas unidades básicas de saúde.

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