Após morte de macaco com febre amarela, Horto Florestal é interditado em São Paulo

Fábio Mazzitelli

Horto Florestal: interdição anunciada pelas autoridades de saúde
Horto Florestal: interdição anunciada pelas autoridades de saúde Eduardo Anizelli/Folhapress

Após a morte de um macaco com febre amarela, a Secretaria Estadual de Saúde de São Paulo anunciou a interdição do Horto Florestal, um dos principais pontos turísticos da zona norte da capital paulista.

Segundo a nota da pasta, a partir da próxima semana será feita uma ação de controle de vetores no Horto, que "permanecerá interditado por tempo indeterminado para a circulação do público".

Também serão interditadas as entradas para o público do Parque da Cantareira e do Horto.

As Secretarias de Saúde e Meio Ambiente do Estado, em parceria com a prefeitura, farão neste sábado (21) a vacinação de cerca de três mil pessoas contra a febre amarela, destinada a "ocupantes de assentamento dentro do parque".

Além disso, agentes sanitários farão uma varredura no Horto, coletando amostras de mosquitos.

Sinal de alerta

As mortes de macacos por febre amarela são, tecnicamente, chamadas de epizootia --doença de rápida disseminação entre primatas não humanos-- e um indicador importante para ações preventivas dos gestores públicos na área de vigilância em saúde.

A intenção da imunização em andamento na zona norte de São Paulo é para fechar uma possível "porta de entrada" da febre amarela na cidade --não há casos de febre amarela urbana no Brasil desde 1942 e não há transmissão da doença em São Paulo.

Segundo a Secretaria Estadual de Saúde, em 2017, houve 22 casos e dez mortes por febre amarela silvestre autóctones (transmissão local) confirmados no Estado. Na capital, não houve registro de caso autóctone de febre amarela silvestre em 2017 --apenas 12 casos importados.

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