'Com Lula e Bolsonaro teremos populismo e autoritarismo no segundo turno', diz Cristovam Buarque

Mariana Londres, de Brasília

'Com Lula e Bolsonaro teremos populismo e autoritarismo no segundo turno', diz Cristovam Buarque
'Com Lula e Bolsonaro teremos populismo e autoritarismo no segundo turno', diz Cristovam Buarque José Cruz/28.05.2013/Agência Senado

O senador Cristovam Buarque (PPS-DF) anunciou ontem (13) que irá se licenciar do Senado por quatro meses para percorrer o País, sentir o clima eleitoral e disputar as prévias do seu partido, em março, para a vaga de candidato à Presidência. Se for escolhido pela legenda, que também tenta atrair o apresentador Luciano Huck, esta será a segunda vez que o parlamentar disputará a presidência. A primeira foi em 2006. 

Cristovam recebeu a coluna no cafezinho do Senado nesta terça (14) e fez uma análise do cenário eleitoral para o ano que vem. Sobre os candidatos mais bem posicionados nas pesquisas de intenção de votos, Lula e Bolsonaro, o senador disse que eles representam o passado e têm duas características marcantes: o populismo de Lula e o autoristarismo de Bolsonaro. 

— Os dois caminham para chegar ao segundo turno, pelas pesquisas. Lula e Bolsonaro. Eu temo que ambos olham pelo espelho retrovisor. Naquela imagem do trem que é o Brasil, que está fora dos trilhos. Um retrovisor do populismo e um retrovisor do autoritarismo. O pior é que o que defende o populismo tem rasgos de autoritarismo e o que defende o autoritarismo tem rasgos de populismo. Acho que Lula em 2018 não vai ser o 'Lulinha Paz e Amor', acho que ele vem com tudo. Com raiva e com mágoa.

Questionado sobre como seria disputar as prévias com Luciano Huck, o senador diz que é positivo, e que todos devem participar da escolha do partido. Mas ressalva que não acha que seja o seu partido que esteja tentando atrair o apresentador, e sim o presidente do partido, Gilberto Freire. 

— Não sei se é o meu partido. O presidente tem dito que sim. Mas não sinto que essa seja a vontade da maioria. É possível que ele perca em uma prévia. É possível que o partido escolha diferente. Um bom candidato, que tenho defendido é o Raul Jungmann [ministro da Defesa], que tem um discurso com mais apelo até que o meu, que é o de ‘vou por ordem no Brasil’. Ele conquistou uma credibilidade, apesar que houve certo fracasso no Rio. O PPS ainda tem dúvidas se vai continuar com o Huck e tenho dúvidas se Huck vai querer ser candidato e se vai querer ser candidato pelo PPS. Ele nunca disse isso.

Para o senador, as próximas eleições precisam ser pautadas pelas ideias. 

— Temo muito que próxima eleição repita as antigas. Que candidatos virão apenas para fazer discurso que os marqueteiros digam que têm que fazer com base nas pesquisas de opinião do que o povo quer ouvir. Então se o povo disser que quer pena de morte, pena de morte. Eu temo que a gente repita a campanha que cada candidato vai falar para cada nicho em vez para falar para o todo
Tem que se definir para onde vai o trem. Se eu entrar eu vou quebrar isso. Até porque não vou entrar para ganhar. Vou ganhar como se fosse um plebiscito. Eleito pelas ideias.

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