Ex-ministro da Educação faz contraponto em defesa de Cármen Lúcia

Fábio Mazzitelli

Ministra Cármen Lúcia, presidente do Supremo Tribunal Federal
Ministra Cármen Lúcia, presidente do Supremo Tribunal Federal Carlos Moura/14.09.2017/STF

A ministra Cármen Lúcia, presidente do Supremo Tribunal Federal, recebeu muitas críticas nas redes sociais por ter dado o voto decisivo a favor de o Congresso Nacional ter a palavra final na aplicação de decisões do Supremo contra parlamentares, como no caso de afastamento do exercício do mandato --o resultado do julgamento favorece o senador Aécio Neves.

Integrante notório da força-tarefa da Operação Lava Jato em Curitiba, o procurador da República, Deltan Dallagnol‏, por exemplo, fez coro a diversas dessas críticas no Twitter, republicando análises ou comentários contrários (alguns mais fervorosos) à decisão da presidente do STF.

Partiu do filósofo Renato Janine Ribeiro, ex-ministro da Educação do governo Dilma, uma análise mais compreensiva do voto de Cármen Lúcia, a quem chama de "pessoa digna". Em seu perfil no Facebook, Janine Ribeiro disse acreditar que a presidente do Supremo tenha zelado pela República e que esteja cometendo erros por estar atuando "numa área que lhe é totalmente estranha", que é o mundo político.

Leia um trecho da análise:

"Ela (Cármen Lúcia) não quer que o país se destrua, e procura salvar o que pode ser salvo. Para que um conflito com o Senado? Marco Aurélio mandou tirar Renan, ela organizou sua manutenção no cargo. De novo com Aécio. Mas tudo isso, o que é, senão uma pessoa esforçada, dedicada, do bem, tentando encontrar o melhor caminho num terreno que não é, jamais foi, dificilmente será, o seu?"

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