'Quem se aposenta hoje com R$ 2.000 vai se aposentar com R$ 1.200 após a reforma', diz deputado 

Mariana Londres, de Brasília

Henrique Fontana'Quem se aposenta hoje com R$ 2.000 vai se aposentar com R$ 1.200 após a reforma', diz deputado
Henrique Fontana'Quem se aposenta hoje com R$ 2.000 vai se aposentar com R$ 1.200 após a reforma', diz deputado Wilson Dias/Agência Brasil

O deputado Henrique Fontana (PT-RS) rebate a tese do governo de que a reforma da Previdência não vai prejudicar os mais pobres e irá combater os privilégios. Para o parlamentar, os novos cálculos irão achatar as aposentadorias dos trabalhadores que ganham mais de um salário mínimo, mas com uma renda ainda baixa para viver bem na velhice. 

— São mudanças que prejudicam muito milhões de brasileiros que aguardam para se aposentar, com baixos salários. Não é como a propaganda do governo que diz que vai combater privilégios. Na verdade essa proposta, se for aprovada, vai reduzir a aposentadoria de trabalhadores que estão às portas de se aposentar, com salários de aposentadoria de R$ 2, R$ 3 mil e vai reduzir essas aposentadorias em 20 a 40% em valor pelo método de cálculo que será usado. O projeto que está em discussão aqui, volto a dizer, é para pegar um trabalhador que está prestes a se aposentar, todos vocês que contribuem ao INSS, todos, sem exceção, terão redução nas suas aposentadorias futuras de até 40%. Então cortar uma aposentadoria de R$ 2 mil e baixar para R$ 1.200 não é cortar privilégio em nenhum lugar do mundo.

Para o parlamentar, o governo poderia adotar outras estratégias para melhorar as contas que não fosse a reforma com redução tão grande no valor dos benefícios.

— Dizem que a economia só tem caminho se cortar a aposentadoria de milhões de trabalhadores. Temos outras formas de equilibrar contas públicas, buscar mais recursos e especialmente para combater privilégios.

O deputado sugere quatro alternativas à reforma:

1) propor o congelamento do teto salarial do País. Salários de deputados, juízes e ministros do Supremo, poderiam ser congelados por cinco anos.

2) Taxação de imposto sobre lucros e dividendos sobre aplicações no mercado financeiro. "O Brasil é um dos únicos três países do mundo que não cobram sobre lucros e dividendos do mercado financeiro".

3) Introduzir imposto sobre grandes fortunas.

4) Mudar a previdência de quem ganha acima de 15 salários mínimos.

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